Copa do Mundo

Copa do Mundo: O que acontece com a Bolsa quando o Brasil entra em campo?

30 jun 2026, 10:44 - atualizado em 30 jun 2026, 10:44
Vinicius Júnior marcou o décimo gol com a camisa da Seleção Brasileira. Créditos: Nelson Terme/ CBF

Não são só as ruas que ficam às moscas em dia de jogo do Brasil. Um levantamento do BTG Pactual Research feito a pedido do Money Times indica que, sempre que o Brasil entra em campo na Copa do Mundo, a B3 fica mais esvaziada. Não necessariamente mais pessimista ou otimista — apenas mais “paradona”.

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A análise avaliou 27 jogos da Seleção nas Copas de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Em 20 deles houve pregão, e o padrão foi praticamente unânime: em todos os casos, o volume negociado no Ibovespa ficou abaixo da média dos 21 pregões anteriores. E não foi pouca coisa: a queda no volume negociado foi de 38,7%, segundo as contas dos analistas Lucas Costa e Gabriela Sporch.

Já em relação ao pregão imediatamente anterior, a queda mediana foi de 22,5%.

O curioso é que o efeito parece atingir apenas a disposição para negociar — não a direção do mercado. A mediana do desempenho do Ibovespa nos dias de jogo foi praticamente zero, com metade dos pregões fechando em alta e metade, em baixa. Em outras palavras: o investidor até larga a tela para assistir ao jogo, mas isso não significa que a Bolsa resolva torcer contra (ou a favor).

No dia seguinte, porém, a turma aparentemente volta para a mesa de operações com afinco. O volume financeiro costuma se recuperar com força: em média, cresce 55,1% em relação ao dia da partida, sugerindo que parte dos negócios simplesmente é adiada para depois do apito final.

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O horário da partida também faz diferença. Jogos no fim da tarde, especialmente depois das 17h, provocaram as maiores quedas de liquidez, enquanto partidas no início da tarde tiveram impacto menor. Já sobre o comportamento dos preços, o estudo não encontrou qualquer padrão consistente, independentemente do horário do jogo.

A boa notícia para quem prefere acompanhar o home broker do que a escalação da Seleção é que, entre dribles, gols e eliminações, o mercado sempre volta ao normal.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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