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Copasa (CSMG3) recua após 2T26 fraco e privatização segue no centro da tese; o que fazer com as ações?

13 ago 2026, 13:38 - atualizado em 13 ago 2026, 13:39
Copasa
(Imagem: Divulgação)

As ações da Copasa (CSMG3) operam entre os destaques negativos do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (13), em reação ao balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), divulgado na véspera.

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A companhia de saneamento reportou lucro líquido ajustado de R$ 275,5 milhões no período de abril a junho, o que representa um recuo de 4,8% em relação ao verificado em igual período de 2025.

A receita líquida da empresa de saneamento lucro líquido ajustado de R$ 2 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8,9% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 762 milhões, aumento de 11,7% ante um ano, com margem ajustada de 39,0%.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 168,1 milhões no de abril a junho, ante saldo negativo de R$ 102,4 milhões de um ano atrás.

Por volta de 13h30 (horário de Brasília), as ações caíam 4,55%, cotadas a R$ 55,77. Acompanhe o tempo real.



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Na leitura do Itaú BBA, a companhia entregou resultados neutros, afetados pelo crescimento modesto dos volumes, que reflete as temperaturas amenas observadas neste ano, de acordo com os analistas. Para a casa, o trimestre não impacta a tese da empresa.

O BBA destaca o aumento das despesas gerenciáveis abaixo da inflação, um sinal positivo, especialmente considerando que a companhia agora terá maior flexibilidade para avançar com a fase de transição após a privatização.

No entanto, para os analistas, o principal destaque foi a unitização dos investimentos realizados, que alcançou quase 2 vezes o nível observado no 1T26, totalizando agora R$ 1,476 bilhão no primeiro semestre do ano.

Os analistas pontuam que Copasa permanece um um período de transição, enquanto a Equatorial (EQTL3) se prepara para se tornar a acionista controladora após o processo de privatização.

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“Neste momento, o desempenho operacional trimestral não é o principal foco da tese de investimento. Em vez disso, os investidores devem se concentrar na conclusão das renegociações dos contratos com os municípios remanescentes, bem como em obter maior visibilidade sobre a trajetória dos investimentos (capex) e o ritmo em que os novos investimentos serão incorporados à base de ativos regulatórios no próximo ano”, diz o BBA.

O Itaú BBA tem classificação Outperform (equivalente à compra) para a Copasa, com preço-alvo de R$ 55,90.

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Frutos da privatização no centro

A XP Investimentos pontua que a Copasa entregou um Ebitda ajustado 5% abaixo das estimativas da casa. “Excluindo o ajuste de receitas não faturadas, a receita veio exatamente em linha com nossas expectativas”, escrevem os analistas.

Na frente de custos, a companhia apresentou despesas operacionais acima do esperado e custos variáveis também superiores às estimativas, enquanto as despesas com inadimplência ficaram em linha com as projeções da casa.

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“Apesar do resultado mais fraco, não esperamos qualquer reação relevante do mercado, uma vez que, neste momento, o único fator realmente importante é a nova perspectiva de reestruturação operacional após o processo de privatização”, avaliam os analistas.

A XP mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 88,30 por ação CSMG3, tendo em vista que a história de investimento da Copasa tem sido extremamente bem-sucedida desde nosso início de cobertura, quando antecipamos que a privatização era uma possibilidade bastante concreta.

“Após as relevantes e estruturais melhorias implementadas no modelo regulatório da CSMG, ainda enxergamos a companhia sendo negociada a uma TIR (taxa interna de retorno) real implícita de 14,0%”, dizem os analistas.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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