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Corte brusco em dividendo mantém sangria de fundo imobiliário; FII está prestes a realizar desejo antigo

01 fev 2024, 13:32 - atualizado em 01 fev 2024, 13:32
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Índice de fundos imobiliários recua no primeiro pregão de fevereiro; piores de janeiro puxam queda (Foto: Hotel Maxinvest/Divulgação)

Na ressaca da ‘Super Quarta’ de decisões de Bancos Centrais, o índice de fundos imobiliários (Ifix) opera em queda, também em viés de correção após a alta no pregão da véspera e encerrar janeiro com valorização pelo terceiro mês seguido.

Com isso, por volta das 13h30 (de Brasília), o Ifix recuava 0,31%, aos 3.323 pontos, invertendo os ganhos exibidos no começo dos negócios desta quinta-feira.



Entre os FIIs, o destaque do dia é o Hotel Maxinvest (HTMX11). Campeão de 2023, o fundo derrete desde o fim da tarde de ontem (31) após anunciar o pagamento do dividendo deste mês com valor 73,5% abaixo do pago em janeiro.

Após despencar quase 10% na véspera, o HTMX11 caía 5,3% no horário acima, chegando a cair mais de 12% na abertura dos negócios. Desde agosto do ano passado, o Hotel Maxinvest vinha elevando os valores do dividendo, chegando a R$ 3,70 em novembro e dezembro.

Além dele, o BTG Pactual Terras Agrícolas (BTRA11) corrobora para a queda do Ifix com desvalorização de 3,5%, no segundo pior desempenho do dia.

Por outro lado, o Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) liderava os ganhos, de 3,5%.

Fundo imobiliário quer investir milhões na Faria Lima

O fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) está com um pé de realizar um desejo antigo, de ocupar a avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das regiões mais caras de São Paulo e queridinha do mercado financeiro.

Em comunicado, o fundo disse que assinou um memorando de entendimentos para adquirir alguns conjuntos em um condomínio na Faria Lima, por R$ 95 milhões. A área, que está locada, tem 4,7 mil metros quadrados, além das vagas de garagem.

O TEPP11 ressalta que os detalhes da operação serão divulgados após a assinatura de compromisso de compra e venda dos imóveis. Contudo, o FII adiantou que a compra deverá ter ganhos de R$ 0,17 por cota em sua receita imobiliária.

Em agosto do ano passado, em entrevista ao Money Times, o gestor e diretor financeiro da gestora Tellus, João Paulo Germanos, comentou que o fundo de lajes corporativas queria chegar à principal via do mercado financeiro no país.

“A gente está sempre prospectando e em busca de bons ativos. Se eu pudesse dizer uma região que o fundo não está, mas gostaria de estar é a da Faria Lima, óbvio. A gente tem ativo em Pinheiros, na JK, na Berrini. Está faltando lá”, relatou.

Atualmente, os ativos do fundo imobiliário se concentram nas avenidas Paulista, Engenheiro Luís Carlos Berrini e Juscelino Kubitschek (JK).

*As cotações citadas são do site Investing.com

Repórter
Jornalista mineira com experiência em TV, rádio, agência de notícias e sites na cobertura de mercado financeiro, empresas, agronegócio e entretenimento. Antes do Money Times, passou pelo Valor Econômico, Agência CMA, Canal Rural, RIT TV e outros.
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