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‘Crédito do trabalhador’ completa 1 ano; qual banco surfou mais nessa onda?

20 mar 2026, 14:04 - atualizado em 20 mar 2026, 14:14
concurso público - vagas - ITA - emprego
O novo marco regulatório conectou os bancos aos trabalhadores sem a necessidade de acordos bilaterais com seus empregadores

O crédito consignado privado, também chamado de crédito do trabalhador, foi uma das grandes bandeiras do governo Lula para estimular o crédito no Brasil. Com desconto direto na folha de pagamento, o produto foi bem recebido por parte dos bancos.

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Neste sábado (21), o programa, da forma como conhecemos hoje, completa um ano, com R$ 110 bilhões concedidos — seis vezes mais do que em todo o ano de 2024, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

O novo marco regulatório conectou os bancos aos trabalhadores sem a necessidade de acordos bilaterais com seus empregadores.

Como resultado, o saldo de empréstimos consignados para pessoas físicas dobrou, alcançando R$ 83 bilhões em janeiro de 2026 (o equivalente a 2,6% do crédito ao consumidor, excluindo hipotecas).

Quem mais emprestou?

Segundo o Bank of America, o Itaú (ITUB4) lidera a concessão de empréstimos consignados, com 18% de participação de mercado — explicada, principalmente, pela migração do produto tradicional, no qual já era líder.

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O Banco do Brasil (BBAS3) aparece em segundo lugar, com 13% de participação. O banco estatal ampliou os esforços para diversificar a carteira de crédito para pessoas físicas, já que anteriormente não originava esse tipo de operação.

Na sequência, vêm Santander (SANB11) (10%), Parati e Caixa (cada um com 8%). O Bradesco (BBDC4) tornou-se mais ativo recentemente e já alcançou 6% de participação.

Bancos digitais de olho

Mas o crédito não fica restrito aos bancões. O PicPay, que recentemente realizou seu IPO, e o Inter (INBR32) continuam apresentando forte crescimento, atingindo 3% e 2% de participação de mercado, respectivamente (ante 0,9% e 0,6% no crédito ao consumidor).

Nos cálculos do BofA, os empréstimos consignados já representam cerca de 5% e 20% das carteiras de crédito do Inter e do PicPay, respectivamente.

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Já o Nubank ainda corre atrás: as originações acumuladas representam apenas 0,4% do setor, bem abaixo de sua participação de cerca de 5% no crédito ao consumidor.

Valores

Em geral, os empréstimos têm valor médio de R$ 5,8 mil por contrato e prazo de 25 meses, embora haja variações.

Segundo o BofA, os bancos tradicionais estão originando contratos maiores e mais longos (valor médio de R$ 10,3 mil e prazo de 32 meses), enquanto os bancos digitais (Nubank, Inter e PicPay) operam com valores médios menores, na casa de R$ 3,6 mil.

Ainda de acordo com os analistas do BofA, o consignado privado deve ganhar mais impulso no segundo semestre, à medida que as garantias dos fundos de indenização dos trabalhadores entrem em operação.

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Por outro lado, reportes da imprensa indicam que o governo pode implementar tetos para as taxas de juros do produto com o objetivo de coibir abusos.

“Embora essa iniciativa ainda esteja em discussão, acreditamos que sua implementação seja difícil, dado que o risco de crédito não é uniforme entre os trabalhadores”, afirma o relatório.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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