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‘Demanda maluca’: Custos não pesam e Log (LOGG3) avalia ampliar plano de expansão, diz CEO

22 maio 2026, 15:28 - atualizado em 22 maio 2026, 15:28
log commercial - LOGG3
Custos de construção ‘não pesam’, e Log (LOGG3) avalia ampliar plano de expansão, diz CEO (Foto: Log Commercial/Divulgação)

A Log Commercial (LOGG3), uma das principais desenvolvedoras de galpões logísticos do país, estuda ampliar em 10% seu plano de expansão atualmente em vigor, denominado “Log 2 Milhões”, que prevê a construção de 2 milhões de metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL) entre 2025 e 2028.

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A sinalização foi feita por Sérgio Fischer, diretor presidente (CEO) da companhia, durante o Investor Day 2026, evento realizado com investidores, jornalistas e analistas do mercado financeiro nesta sexta-feira (22), em São Paulo.

Segundo a administração da empresa, a Log possui, hoje, 13 obras simultâneas de construção de galpões — um recorde até então —, mas espera alcançar 19 projetos em andamento ao mesmo tempo até dezembro deste ano.

De acordo com Fischer, o otimismo ocorre em meio ao forte aquecimento do setor logístico, impulsionado principalmente pelo e-commerce (comércio eletrônico).

“Estamos no nosso melhor momento, com uma demanda ‘maluca’”, afirmou o executivo.

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Pressão de custos

Apesar do cenário positivo, a alta dos custos de construção segue no radar do mercado imobiliário, especialmente diante da valorização do petróleo em meio aos conflitos no Oriente Médio.

O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado), por exemplo, subiu 1,04% em abril e acumula avanço de 6,28% no acumulado de 12 meses.

Quanto a isso, Eudóxio Pontes, diretor da Log, pontuou que a estimativa de aumento nos gastos com obras gira em torno de 7,5%, com maior preocupação voltada aos projetos que ainda serão iniciados.

“Nos últimos meses, tivemos uma pressão de custos principalmente por causa da guerra. Mas isso não interferiu nas obras que já estão acima de 50% ou 60% [de execução]”, afirmou.

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“Nossa maior preocupação está nos empreendimentos que vamos iniciar nos próximos meses. Fizemos uma previsão, e isso pode gerar um aumento de cerca de 7,5% nos nossos custos. Não é uma certeza, é previsão, e estamos nos preparando para isso”, acrescentou.

Pontes também disse que a empresa tem conseguido repassar parte dessa alta para os preços dos galpões.

“Já estamos colocando nos contratos, desde a assinatura, o [reajuste pelo] INCC. Estamos conseguindo repassar esse ‘sobrecusto’ para o nosso ticket.”

Inadimplência não preocupa, segundo o CEO

O CEO, Sérgio Fischer, afirmou ainda, em entrevista coletiva com jornalistas, que a alta dos custos de construção não deve comprometer a rentabilidade dos projetos da companhia.

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“Não acho que custo seja um problema para a gente. Claro que existe pressão, mas já estamos estimando o aumento de 7,5%. Temos capacidade de manter a margem de retorno repassando esse ticket para o cliente”, disse.

“Além disso, nas pré-locações, a Log tem colocado o reajuste do contrato pelo INCC ao longo da obra. Então, estamos rodeados”, acrescentou.

Ao ser questionado pela reportagem sobre o risco de inadimplência caso o INCC dispare, como quando ocorreu durante o choque inflacionário da pandemia de covid-19, Fischer descartou desassossegos.

“Não temos preocupação [com inadimplência]. Nosso histórico é praticamente zero. E, se para o cliente [o valor por metro quadrado] sobe de R$ 30 para R$ 32, um aumento de 8%, ele não vai deixar de pagar”, afirmou, com concordância pelo CFO, Rafael Saliba.

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“Na verdade, a maior parte da absorção dessas novas áreas, que são as que estão sujeitas ao INCC, vem dos grandes players de logística. Como você vai ter inadimplência de empresas como Mercado Livre, Shopee e Amazon?”, disse Saliba.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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