Mercados

Ibovespa recua de olho em tarifas dos EUA e Vale (VALE3); dólar cai a R$ 5,13

06 jul 2026, 17:26 - atualizado em 06 jul 2026, 17:42
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a primeira sessão da semana em baixa pressionado pelas incertezas nas relações comerciais com os Estados Unidos e pela queda de Vale (VALE3).

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Nesta segunda-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,93%, aos 172.447,58 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1320, com queda de 0,71%.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam a atualização das estimativas econômicas do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

Pela primeira vez em 16 semanas, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,33% para 5,30% em 2026. Já para 2027, porém, a estimativa avançou de 4,17% para 4,18%.

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No caso da taxa básica de juros, a Selic, apresentou estabilidade: a estimativa intermediária para 2026 ficou em 14%. Para 2027, 2028 e 2029 a expectativa se manteve em 12%, 10,25% e 10%, respectivamente.

Além disso, hoje teve início a audiência pública sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com a finalidade de julgar se supostas práticas comerciais desleais justificam uma nova sobretaxação de 25% a certos produtos brasileiros.

Entre as práticas mencionadas por Washington, estão a implementação do Pix, o desmatamento no Brasil, o mercado de etanol brasileiro e a questão de propriedade intelectual.

Na avaliação de Gustavo Pedroso, sócio da Cordier Investimentos, a audiência é “a chance final” do setor privado brasileiro tentar reverter ou suavizar a tarifa de 25%.

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“É algo para acompanhar de perto nos próximos dias, porque qualquer sinal de acordo ou de escalada tende a mexer diretamente no dólar e na bolsa daqui até o próximo dia 15, quando está prevista a decisão do governo americano”, afirmou Pedroso, no Giro do Mercado desta segunda-feira (6).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de baixa do Ibovespa, entre as principais ações do índice, a Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, seguiu a cotação do petróleo. PETR3 terminou o dia com baixa de 1,27% (R$ 41,85), enquanto PETR4 registrou recuo de 1,25% (R$ 37,77).

O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em queda de 0,18%, a US$ 71,99 o barril.

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do Ibov, destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com alta de 0,14%, cotado a 738 yuans (US$ 108,83) a tonelada. VALE3 recuou 1,33% (R$ 77,79).

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O setor de bancos também apresentou queda: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com baixa de 0,74%. O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve perda de 0,42% (R$ 42,56).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada por Totvs (TOTS3), com queda de 4,97%, a R$ 28,51.

Já a ponta positiva foi liderada por Brava Energia (BRAV3), que avançou 3,29% (R$ 18,50), destoando do petróleo, após entrar em leilões.

Exterior

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Os índices de Wall Street fecharam em alta, com novo recorde do Dow Jones. Na máxima histórica intradia, o índice chegou aos 53.060,10 pontos.

Os ganhos da sessão foram impulsionados pelo setor de tecnologia, com destaque para as ações das companhias de semicondutores.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocou o sino de abertura da Bolsa de Nova York (Nyse) e da Nasdaq nesta segunda-feira, de forma remota, durante um evento no Salão Oval. Para ele, a forte valorização recente dos índices é uma “prova” de que sua agenda econômica está “funcionando”.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,29%, aos 53.055,91 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,72%, aos 7.537,43 pontos;
  • Nasdaq: +1,12%, aos 26.121,16 pontos.
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Na Europa, os índices fecharam majoritariamente em queda com os dados econômicos da zona do euro. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou queda de 0,35%, aos 650,50 pontos.

Na Ásia, os índices encerraram mistos. O índice Nikkei, do Japão, recuou 0,01% os 69.737,69 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,14%, aos 23.616,32 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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