‘De volta aos trilhos’: O que os analistas do BTG acham da Rumo (RAIL3) após reunião com gestores da empresa
O BTG Pactual recomendou a compra de Rumo (RAIL3) no início desta semana, após uma reunião com a alta administração da companhia considerada positiva.
De acordo com os analistas, a conversa com Pedro Palma (CEO), Guilherme Machado (CFO) e Felipe Saraiva (IRM) reforçou uma visão positiva sobre a empresa, indicando que incertezas sobre as perspectivas geradas pelo reposicionamento comercial e pelas preocupações com capex foram deixadas no passado.
Na ocasião, o BTG e os representantes da Rumo discutiram sobre tendências recentes, como os impactos do Oriente Médio, perspectivas de safra e volumes, estratégia comercial e cenário de capex.
Para os gestores, a guerra no Oriente Médio criou preocupações sobre “possível interrupção nas cadeias de suprimento, especialmente na disponibilidade de diesel”. Todavia, as expectativas mais pessimistas não foram confirmadas, visto que as condições de oferta permanecem normais, e a empresa afirmou que segue monitorando de perto os desdobramentos.
A Rumo mantém um contrato de fornecimento de diesel com a Raízen (RAIZ4) com duração de cinco anos, no qual os preços são ajustados conforme as condições do mercado nas refinarias, e não com base nos valores praticados nas bombas. Dessa forma, a companhia não é tão impactada pelo aumento no preço do diesel quanto o consumidor final.
As lideranças afirmaram que um ambiente estruturalmente mais caro de diesel tende a ser positivo para o transporte ferroviário, uma vez que esse modal possui maior eficiência energética em comparação com o transporte rodoviário.
O BTG avalia que o conflito no Oriente Médio não afeta tão profundamente a Rumo, que “continua operando em um ambiente relativamente protegido”. O preço-alvo estabelecido é de R$ 23.
*Com supervisão de Maria Carolina Abe