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Demanda dos EUA pode compensar taxa sobre equipamentos de energia do Brasil, diz Hitachi

16 jul 2026, 16:34
(Imagem: REUTERS/Arnd Wiegmann)

A demanda mais alta dos Estados Unidos por equipamentos elétricos pode compensar o impacto negativo da nova tarifa de 25% imposta sobre as exportações brasileiras desses produtos, avaliou o presidente da fabricante Hitachi Energy para o Brasil, Glauco Freitas, nesta quinta-feira.

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Transformadores elétricos e outros equipamentos essenciais para projetos de geração, transmissão e distribuição de energia estão na lista dos produtos que passam a ser taxados pelos EUA em 25% a partir de 22 julho, em uma nova investida comercial do governo Donald Trump após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado uma rodada anterior de tarifas globais.

Segundo Freitas, isso poderá afetar o apetite por novos pedidos para a Hitachi Energy que seriam exportados aos EUA a partir do Brasil, enquanto as encomendas que já estão em carteira estão protegidas por dispositivos contratuais.

Mas o impacto ainda é incerto, ponderou ele, dado que o mercado norte-americano tem apresentado forte demanda por equipamentos ligados ao setor elétrico, em meio à expansão do consumo de energia associada à eletrificação e aos data centers de inteligência artificial.

“Hoje, para os Estados Unidos, em alguns momentos e em alguns casos específicos, eles precisam tanto da máquina para garantir a infraestrutura que o preço não é o principal ‘driver’ da decisão de compra ou não”, disse o executivo, durante evento em São Paulo.

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A Hitachi Energy, subsidiária do conglomerado japonês Hitachi, produz transformadores de potência e outros equipamentos essenciais para a operação de redes elétricas e para a transição energética. No Brasil, possui duas fábricas, em Guarulhos (SP) e Blumenau (SC), e está construindo uma terceira, em Pindamonhangaba.

Parte da produção brasileira da Hitachi Energy é direcionada ao mercado interno e parte é exportada, sendo os EUA um dos principais mercados atendidos.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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