Desafio é entender como serão os choques inflacionários nos EUA, diz membro do Fed
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que o maior desafio para o BC dos Estados Unidos hoje é entender se os choques inflacionários no país serão persistentes ou apenas temporários. Segundo ele, guerras e tarifas têm pressionado os preços recentemente.
“Temos de ficar muito atentos a como a inflação vai transparecer”, disse ele em entrevista gravada para o podcast Rapid Response, acrescentando que a responsabilidade por a inflação estar acima da meta por quase seis anos é, em parte, do próprio Fed.
O dirigente frisou que o maior receio no curto prazo é que os preços não estejam sob controle, mas se mostrou otimista de que o Fed está no caminho para voltar à meta de 2%. “Uma taxa de 3% e uma inflação de 2% constituem uma meta flexível para a qual estamos caminhando”, afirmou.
Sobre a independência do Fed, Goolsbee enfatizou que a pressão política o preocupa e que a interferência em bancos centrais geralmente leva à inflação. “Se um governo está tentando remover membros do Fed para reduzir taxas de juros ou influenciá-las, isso é uma circunstância problemática”, comentou.
Goolsbee disse ainda que a economia do país está estável, “mas não necessariamente boa”, e que o atual mercado de trabalho – com poucas contratações e poucas demissões – é incomum.