Juros Futuros

Juros futuros de curto e médio prazo têm alívio de olho em dados domésticos e gringo na Bolsa

27 ago 2026, 18:41 - atualizado em 27 ago 2026, 18:48
juros futuros, DIs, taxa de juros
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros teve alívio nos vencimentos de curto e médio prazo nesta quinta-feira (27), ainda repercutindo o otimismo com dados domésticos e o retorno do fluxo estrangeiro à Bolsa brasileira nos últimos pregões.

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A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, encerrou a 13,630%, baixa de quase 4 pontos-base, ante 13,668% do fechamento anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,075%, ante 14,118% do fechamento anterior, recuo de 3,5 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, por outro lado, avançou 4,5 pontos-base e terminou o dia a 14,455%, ante 14,410% do fechamento da última quinta-feira (20).

Nos EUA, o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,234%, ante 4,224% do ajuste anterior, por volta de 18h (horário de Brasília).

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Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,676%, de 4,664% da última quinta-feira, no mesmo horário.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores seguiram repercutindo o otimismo após a deflação de 0,40% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do mês de agosto, vir mais intensa do que o esperado pelo mercado (-0,30%, segundo pesquisa Projeções Broadcast).

O dado reforçou a leitura de que há espaço para cortes na taxa Selic pelo Banco Central (BC). A corretora XP Investimentos reduziu, inclusive, a estimativa para juro básico terminal em 2026 de 14% para 13,25%, avaliando que não deve ter pausa nas reduções.

Além disso, a bolsa registrou a sétima alta consecutiva, sinalizando o retorno do investidor estrangeiro para o mercado brasileiro.

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No radar do mercado, também ficou o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que deixou impressão de que a demanda pelos papéis está firme.

Diretor de Investimentos em Renda Fixa da Inter Asset, Ian Lima afirma que como o resultado do certame foi muito positivo, o mercado “começou a se animar” logos após a operação, devido à sinalização de que há demanda.

O movimento técnico, inclusive, chegou a puxar alguma melhora da bolsa e do câmbio no começo da tarde, quando a curva a termo inverteu o sinal de positivo para negativo, apontou.

“Ao contrário dos leilões recentes, o realizado nesta quinta espalhou a concentração de risco na parte mais curta dos vencimentos, relacionada à política monetária. O mercado entendeu que tem demanda e aliviou”, disse.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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