Petróleo avança 1% de olho no Oriente Médio
Os preços do petróleo avançaram nesta quinta-feira (27), interrompendo a sequência de três quedas, diante da ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da ausência de previsão de normalização do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Também no radar dos investidores, houve sinais de acirramento no conflito entre Rússia e Ucrânia.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 1,82%, a US$ 88,52 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro encerrou com alta de 1,58%, a US$ 83,53 o barril.
O que mexeu com o petróleo?
A commodity oscilou perto da estabilidade pela manhã, mas firmou o movimento de alta no início da tarde. Para o analista do Saxo Bank Ole Hansen, o foco do mercado mudou para os esforços diplomáticos para reabrir o Estreito de Ormuz esta semana, mas o mercado físico ainda está longe do normal.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reiteradamente afirmado a mediadores que não está interessado em retornar aos termos do memorando de entendimento alcançado com o Irã em junho, segundo o Wall Street Journal.
Hoje, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou que não há negociações em andamento com o Irã e que isso continuará até que Trump “sinta que eles venham à mesa de uma forma significativa”.
No início da semana, a agência russa de notícias RIA Novosti chegou a noticiar que EUA e Irã concordaram em um acordo de cessar-fogo provisório, o que não foi concretizado até o momento.
Sem acordo, por ora, Trump disse que pode sancionar bancos chineses que têm relações com o regime iraniano, após a ofensiva econômica do governo americano contra países terceiros com relações comerciais com o Irã.
De acordo com o portal Axios nesta quinta-feira, o governo dos Estados Unidos está em negociações com o governo interino da Venezuela para adquirir uma participação acionária nos recursos petrolíferos do país sul-americano.
Outro fator de alerta para a commodity são os sinais de intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia e o alerta de “ameaça real” feito pela Alemanha, após uma série de ataques aos espaço aéreo europeu por drones russos elevaram o nível de preocupação com a guerra que já dura mais de quatro anos.
*Com informações de Estadão Conteúdo