Dólar

Dólar cai a R$ 5,06 na expectativa de acordo entre EUA e Irã; moeda recua quase 2% na semana

12 jun 2026, 17:04 - atualizado em 12 jun 2026, 17:08
dolar-real-eleicoes
(Imagem: iStock/eyeglb)

O dólar à vista completou o terceiro dia de quedas consecutivas com a expectativa de assinatura de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã ainda neste fim de semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta sexta-feira (12), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0615, com queda de 0,79%.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve baixa de 0,08%, aos 99,777 pontos.

Na semana, o dólar acumulou queda de 1,86% ante o real no mercado à vista.

O que mexeu com o dólar hoje?

O alívio no cenário geopolítico pressionou o mercado de câmbio. Os Estados Unidos e o Irã ainda não chegaram a um acordo, mas estão muito perto de uma solução para o conflito, segundo fontes disseram à agência de notícias Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é de que Washington e Teerã assinem um acordo inicial de cessar-fogo nos próximos dias.

“Apesar dos ruídos ao longo da manhã e das divergências sobre os termos finais do acordo, prevaleceu a percepção de que um entendimento entre Washington e Teerã está mais próximo, pressionando o petróleo e reduzindo parte dos prêmios de risco geopolítico incorporados aos mercados nas últimas semanas”, avalia Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad.

O mercado também manteve a chance de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) para dezembro com o alívio nas tensões.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 8,7% de chance de o Fed elevar os juros na última decisão do ano. Para a próxima reunião, em 17 de junho, há 98,6% de probabilidade de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, os investidores reagiram a novos dados de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração frente ao avanço de 0,67% no mês passado.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,72% — acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, a principal surpresa em relação às projeções da casa veio justamente dos preços administrados. “Em relação à nossa projeção, a surpresa para cima veio em combustíveis e energia elétrica“.

O diagnóstico também aparece na análise do Goldman Sachs. “O IPCA de maio veio acima do consenso, mas a composição da inflação foi um pouco mais benigna do que o número cheio sugere, já que a surpresa altista ficou concentrada nos preços administrados, especialmente pela queda menor do que a esperada da gasolina e pelo aumento maior do que o previsto das tarifas de energia elétrica”, escreveu o banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação, porém, não alterou a visão do mercado para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em 17 de junho. Os grandes bancos e corretoras, em sua maioria, esperam um último corte na Selic de 25 pontos-base, de 14,50% ao ano para R$ 14,25% ao ano.

A curva de juros mantém a precificação de manutenção dos juros na próxima quarta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar