Dólar

Dólar avança a R$ 5,19 com disparada dos Treasuries e precificação de juros mais altos nos EUA

24 set 2026, 17:06 - atualizado em 24 set 2026, 17:09
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista ganhou força com a expectativa de juros mais altos nos EUA e o barril do petróleo Brent acima de US$ 100 alimentando preocupações sobre a pressão inflacionária na economia global.

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Nesta quinta-feira (24), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1937, com alta de 0,49%, no mercado à vista.

O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,16% aos 101.260 pontos.

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O que mexeu com o dólar hoje?

O estresse na curva de juros dos Estados Unidos fortaleceu a moeda norte-americana.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro, os Treasuries, mantiveram a trajetória de alta e renovaram máximas históricas, com precificação de novas altas altas nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) após novos dados. Em destaque, o rendimento do título de 30 anos atingiu 5,446%, no maior nível desde junho de 2004.

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Entre os dados divulgados, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000, para 197.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 19 de setembro, informou o Departamento do Trabalho do país, ante a expectativa de 201.000 pedidos para a última semana.

Perto do fechamento, o mercado passou a precificar 70,9% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na próxima decisão, em outubro. Para dezembro, a probabilidade de uma outra alta de pelo menos 25 pontos-base é de 93,9%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

Na semana passada, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

“Esse fortalecimento do dólar evidencia a cautela extrema dos investidores institucionais, que preferem proteger seus recursos em moedas fortes e ativos de menor risco enquanto avaliam até que ponto a política norte-americana continuará impactando o fluxo internacional de investimentos”, avaliou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

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“Como imediato dessa reprecificação global de risco e da fuga de capitais para portos seguros, o mercado de câmbio registrou forte pressão sobre a moeda brasileira”, acrescentou.

Eleições em foco

Por aqui, o cenário eleitoral continuou no radar com novos desdobramento do caso Master. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tentou fazer contato telefônico com Daniel Vorcaro, dono do Master, durante os quatro dias anteriores à prisão do ex-banqueiro.

Mais cedo, a pesquisa do instituto Real Time Big Data apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% e Flávio Bolsonaro (PL) com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Lula cresceu 3 pontos porcentuais, ante os 38% da pesquisa passada, divulgada em 1o de setembro, e Flávio Bolsonaro avançou 7 pontos sobre os 30%.

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro ganhou um ponto porcentual e tem 45% contra 44% do presidente Lula, que permaneceu estável. Mesmo com a vantagem numérica, também há um empate técnico na simulação de um eventual segundo turno entre ambos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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