Dólar

Dólar sobe a R$ 5,15 com Treasuries e inflação dos EUA

26 ago 2026, 17:07 - atualizado em 26 ago 2026, 17:13
dólar real dxy câmbio
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista ganhou força ante o real após novo dado de inflação dos Estados Unidos vir acima do esperado pelo mercado, o que trouxe de volta as apostas de alta ainda em outubro nos juros norte-americanos, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta quarta-feira (26), a divisa encerrou o dia com alta de 0,22%, a R$ 5,1518, no mercado à vista.

O movimento local foi puxado pelo fortalecimento do dólar global, diante do avanço dos Treasuries. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,25%, aos 99.163 pontos.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio acompanhou o dado mais benigno da prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que recuou 0,40% em agosto e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,24%. A estimativa da pesquisa Projeções Broadcast era de deflação de 0,30%.

O número do acumulado em 12 meses indica que a inflação está dentro do teto da meta do Banco Central — de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já nos Estados Unidos, O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho. No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) apontou para alta de 3,7% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano.

O dado veio ligeiramente acima do esperado pelos analistas da FactSet, que estimavam alta de 0,1% na comparação mensal e avanço de 3,6% no dado anual.

Para a estrategista de investimentos da XP Rachel de Sá, o dia foi marcado pela inflação, com a divulgação de dados no Brasil e nos Estados Unidos. Contudo, o movimento no exterior acabou impactando mais.

“O índice no Brasil veio um pouco abaixo do esperado. No entanto, quando analisamos os detalhes, a percepção geral não muda muito: a inflação de curto prazo traz algum fôlego devido a fatores pontuais. Tivemos uma deflação em alimentos ainda maior do que a esperada e, neste mês, o impacto do bônus de Itaipu na tarifa de energia elétrica”, detalha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estrategista destaca ainda que esse efeito é muito pontual e, em setembro, com o fim do benefício, haverá uma devolução proporcional ao recuo atual.

Segundo Sá, o que chamou a atenção foi a inflação do PCE: a variação do indicador cheio veio ligeiramente acima do esperado (0,1%), embora o núcleo tenha vindo em linha.

“Essa pequena surpresa para cima foi suficiente para azedar o humor do mercado. As taxas de juros norte-americanas viraram e a curva voltou a abrir, refletindo também pressões estruturais. Esse movimento respingou no Brasil, fazendo as empresas mais cíclicas sofrerem no pregão de hoje”, diz.

No front geopolítico, o Irã informou que chegou nesta quarta-feira a um acordo de compartilhamento de receitas com Omã no Estreito de Ormuz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro operava em queda de 0,37%, a US$ 86,94 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

*Com informações de Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar