Dólar

Dólar sobe a R$ 5,08 com recuo do petróleo e baixa liquidez

03 ago 2026, 17:03 - atualizado em 03 ago 2026, 17:07
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar à vista ganhou força ante o real em dia de queda de mais de 4% do petróleo e baixa liquidez.

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Nesta segunda-feira (3), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0870, em alta de 0,33%.

O dólar acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,01%, aos 99.922 pontos.



O que mexeu com o dólar hoje?

De acordo com o economista Matheus Pizzani, do PicPay, o movimento do câmbio na sessão de hoje refletiu a relativa baixa liquidez do mercado, o que tende a amplificar uma alta, devido a necessidade de mais vetores positivos para que os investidores fiquem posicionados na divisa.

“Quando olhamos no mercado à vista, vemos que ele está no zero a zero, mas se olhamos para a curva de futuros ela está meio a meio. Os vencimentos mais curtos estão desvalorizando, enquanto os mais longos estão subindo”, detalha.

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Além disso, na semana passada, o Banco do Japão (BoJ) e o Tesouro dos Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada de compra de iene. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os países não hesitarão em tomar novas medidas, confirmando uma ação bilateral incomum para conter a queda do iene para nova mínima em 40 anos.

Dados do banco central indicaram nesta segunda-feira que o Japão pode ter usado até US$ 36,58 bilhões na compra de ienes durante a intervenção conjunta de sexta-feira.

Para Pizzani, não é descartada uma nova intervenção na moeda, uma vez que a economia japonesa apresenta fiscal expansionista, inflação elevada e a taxa de juros em 1%, a mais elevada para os últimos 31 anos, pode.

Vale lembrar que o iene é a moeda utilizada para operações de carry trade — em que os investidores tomam dinheiro emprestado em uma moeda com juros baixos para investir em outra moeda que oferece juros mais altos —, e o hedge da operação ficou mais caro diante da alta dos Treasuries e dos títulos japoneses, acrescenta Pizzani.

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No cenário geopolítico, as falas do presidente dos EUA, Donald Trump, de que as negociações com o Irã continuariam em andamento e, por isso, ataques a Teerã seriam cancelados foram bem recebidas pelos mercados.

Já hoje, porém, o presidente norte-americano reiterou que esta é a última chance do Irã de conseguir um acordo.

Como reflexo, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com queda de 4,73%, a US$ 83,77 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro caiu 5,11%, a US$ 80,34 o barril.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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