As ações que lucram com o Bolsa Família turbinado de Lula, segundo JPMorgan
O JP Morgan avalia que as ações do segmento de supermercados podem ser beneficiadas com o reajuste de 15% do benefício do Bolsa Família pelo governo federal. O aumento passa a valer em 19 de outubro, após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Pelas estimativas do governo, o aumento terá um custo adicional de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.
Para o JP Morgan, a medida deve ser positiva para as vendas do varejo alimentar como um todo, mas deve beneficiar principalmente os estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil, que concentram a maior parte dos beneficiários do Bolsa Família e constituem um importante suporte ao consumo.
Dessa forma, o banco vê entre as ações mais beneficiadas Grupo Mateus (GMAT3), Pague Menos (PGMN3) e Assaí (ASAI3), dada a presença relevante dessas empresas nesses estados. Tirando o Assaí, que tem recomendação neutra, os demais papéis são venda para o JP.
“Além disso, as regiões Norte e Nordeste teriam apresentado algumas das piores performances em termos de vendas nos últimos trimestres, parcialmente devido à queda, em termos anuais, nas transferências do Bolsa Família, que só agora se estabilizaram. Esse novo aumento nas transferências de renda, portanto, deve ajudar o consumo”, avalia o banco.
No entanto, o banco podenra que o aumento dos gastos do governo poderia pressionar as taxas de juros, prejudicando empresas mais alavancadas, como ASAI3 e PGMN3.
Detalhes do anúncio
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste do Bolsa Família terá um custo de R$ 5,8 bilhões em 2026. Para 2027, o impacto projetado sobre os gastos do governo é de R$ 22 bilhões.
Com o aumento, o valor previsto para o Bolsa Família em 2027 aumentará de R$ 157 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões.
O benefício mínimo subirá de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Planejamento.
O reajuste entrará em vigor em outubro, com os pagamentos começando em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais, caso haja segundo turno.
Em agosto, o programa beneficiou aproximadamente 19,3 milhões de famílias em todo o Brasil.