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Dólar avança a R$ 5,24 com a indicação de Warsh ao Fed, mas encerra janeiro com recuo de mais de 4%

30 jan 2026, 17:16 - atualizado em 30 jan 2026, 17:22
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar ganhou força no último pregão da semana com a esperada indicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o comando do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). 

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Nesta sexta-feira (30), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,2476, com alta de 1,04%. 



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O avanço foi impulsionado pelo desempenho da moda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,73%, aos 97.013 pontos.

Na semana, o dólar acumulou queda de 0,73% ante o real. Em janeiro, o saldo foi negativo em 4,40% na comparação com a moeda brasileira.

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O que mexeu com o dólar hoje?

O dólar se afastou das mínimas com a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Warsh, que já foi diretor do BC dos EUA, substituirá Jerome Powell, que deixará o cargo em maio.

“A indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, interpretada pelo mercado como um sinal de preservação da independência do Banco Central e de menor probabilidade de cortes agressivos de juros”, avalia Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, avalia que, no Brasil e nos emergentes, o impacto da escolha de Warsh pode ser a pressão via dólar forte e yields [rendimentos] globais mais altos no curto prazo, com a projeção de juros caindo mais lentamente.

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“Mas o mais importante é que a escolha de Trump baixa o tail risk (risco de cauda) político e pode levar a um repricing (reprecificação) global de taxas mais saudável para o longo prhazo”, afirmou Zogbi, em nota.

A indicação de Warsh ainda deve ser submetida ao Senado norte-americano.

As tensões geopolíticas também voltaram os holofotes dos investidores. No início da tarde, Trump afirmou que uma grande armada dos Estados Unidos – maior que a enviada anteriormente à Venezuela – está a caminho do Irã.

Ele ainda disse que o Irã deseja chegar a um acordo, mas não forneceu mais detalhes.

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No Brasil, novos dados do mercado de trabalho e das contas públicas, além da fraqueza das commodities, pressionaram o real ante o dólar.

Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica, iniciada em 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao atingir 5,1% no quarto trimestre (4T25), batendo ainda o recorde de baixa na média anual e mostrando que o mercado de trabalho seguiu aquecido no fim de 2025.

A taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012.

Na visão de Rodolfo Margato, economista da XP, os dados reforçaram o diagnóstico de mercado de trabalho bastante apertado. “A taxa de desemprego corrente permanece significativamente abaixo do seu nível neutro, quadro que dificilmente será revertido no curto prazo.”

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Para o C6 Bank, a taxa de desemprego seguirá em níveis baixos para os padrões históricos ao longo de 2026, sustentada por um crescimento do PIB próximo ao potencial. A  projeção do banco é de que a taxa de desemprego termine o ano em torno de 5,5%.”

Além disso, o Banco Central informou que a dívida bruta  fechou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual está abaixo dos 79,0% vistos em novembro, mas acima dos 76,3% do fim de 2024. A expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters era de dívida bruta de 79,5% no fim de 2025.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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