Giro do Mercado

Direcional, Cury, Tenda, MRV: quais construtoras saem na frente após os balanços?

12 ago 2026, 13:59
Constutoras construtora FIIs fundo imobiliário
(Imagem: Leung Cho Pan/ Canva Pro)

A temporada de resultados das construtoras referente ao segundo trimestre de 2026 trouxe números mistos, em meio a um cenário marcado pela desaceleração das vendas, aumento dos estoques e crédito mais caro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Caio Araujo, analista da Empiricus Research, algumas companhias seguem apresentando fundamentos sólidos apesar dos desafios do setor. Entre os destaques, ele cita Direcional Engenharia (DIRR3), Cury (CURY3) e Tenda (TEND3).

Veja a análise completa no Giro do Mercado

Direcional mantém fundamentos sólidos

Na avaliação de Araujo, a Direcional (DIRR3) entregou um resultado saudável, sustentado pelo crescimento da receita, margens elevadas e forte rentabilidade.

A margem da companhia permanece próxima de 43%, nível considerado bastante elevado pelo analista. Embora espere uma acomodação desse indicador ao longo de 2026, refletindo uma rentabilidade mais próxima da normalidade nos novos projetos, ele destaca que a geração de caixa segue robusta.

Nosso balanço geral sobre a Direcional é que o resultado foi saudável. Não vejo crítica suficiente para uma reação muito contundente no papel”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O analista também chama atenção para o programa de recompra de até 10% do free float. Segundo ele, somado aos dividendos, o movimento pode levar a companhia a entregar um dividend yield de até 12% no próximo ano.

Cury também se destaca

Para Araujo, a Cury (CURY3) apresentou um trimestre ainda mais positivo em alguns aspectos. A companhia registrou leve avanço da margem bruta, geração de caixa saudável e margens estáveis, apesar do aumento das despesas comerciais e de impactos pontuais relacionados à Copa do Mundo e a atrasos em projetos.

“Eu vejo menos pontos detratores na Cury”, disse o analista.

Ele destaca ainda que a empresa opera sem alavancagem e possui um histórico consistente de execução no segmento de baixa renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo assim, a preferência da Empiricus permanece com a Direcional, principalmente por uma questão de valuation e pela maior proximidade da casa de análise com a gestão da companhia.

MRV exige mais cautela; Moura Dubeux e Cyrela têm potencial

A situação da MRV&Co (MRVE3), por outro lado, é mais desafiadora. Embora a operação de incorporação no Brasil tenha apresentado evolução nas margens e nas vendas, a companhia continua pressionada pelo nível de endividamento.

O principal foco de atenção segue sendo a operação nos Estados Unidos, que tem levado a empresa a vender ativos e pode continuar gerando volatilidade para as ações.

“Há um contexto de alavancagem que exige um pouco mais de critério”, avaliou Araujo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o analista, apesar de a MRV negociar a múltiplos inferiores aos de outras empresas do setor, esse desconto deve ser analisado à luz dos riscos financeiros da companhia.

Já para Moura Dubeux (MDNE3) e Cyrela (CYRE3), a visão é mais positiva. Araujo acredita que a Moura tem espaço para sustentar crescimento, enquanto a Cyrela pode surpreender na geração de caixa.

O principal ponto de atenção, contudo, está no segmento de média e alta renda, especialmente em São Paulo, onde os estoques aumentaram e o ritmo de vendas perdeu força.

Tenda é o destaque da temporada

Entre as construtoras acompanhadas pela Empiricus, a Tenda (TEND3) foi o principal destaque do trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Araujo, a companhia surpreendeu positivamente na margem bruta e mantém uma trajetória consistente de redução da alavancagem e fortalecimento da geração de caixa.

“Em termos de reação de mercado, hoje será difícil ver um destaque maior do que a Tenda”, afirmou.

Na visão do analista, a empresa passa a figurar entre os nomes mais interessantes do segmento econômico, combinando crescimento dos lucros, melhora financeira e ganhos operacionais, o que a coloca como o principal destaque da temporada de resultados.

*Com supervisão de Juliana Américo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar