Comprar ou vender?

Energisa (ENGI11) chega a recuar 4% mesmo com resultado ‘sólido’; ainda vale comprar?

12 maio 2026, 12:52 - atualizado em 12 maio 2026, 12:52
energisa
(Imagem: Pixabay/Silberfuchs)

As ações da Energisa (ENGI11) apareceram entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (12) após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) serem considerados dentro do esperado pelo mercado. Na mínima, a ação chegou a tombar 4,23%, a R$ 49,61.

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O lucro líquido consolidado recorrente da companhia foi de R$ 207 milhões no 1T26, queda de 46,9% na comparação com igual período de 2025. O desempenho foi pressionado pelo resultado financeiro, de despesa líquida de R$ 1,03 bilhão, 67,8% maior do que a anotada um ano antes.

Já a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ajustado recorrente cresceu 6,6% nos três primeiros meses do ano, frente igual etapa de 2025, para R$ 1,981 bilhão. Pelo critério ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, o Ebitda caiu 0,9% no período, para R$ 2,534 bilhões.

Por volta das 11h41 (horário de Brasília), a ação recuava 2,88%, a R$ 50,31.



Na avaliação dos analistas, a Energisa trouxe um resultado sólido no primeiro trimestre de 2026. No entanto, os volumes de demanda mais baixos foram pontos de atenção para os analistas. Mesmo assim, todas as casas mantiveram a recomendação de compra para ENGI11.

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Ebitda 4% abaixo do esperado

O BTG Pactual considerou os resultados da Energisa “razoáveis” no 1T26, mas destaca que, por outro lado, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,98 bilhão, 4% abaixo da estimativa do banco.

Ainda assim, o número representou uma alta de 7% na comparação anual e indica rígido controle de custos e menores perdas de energia, diz.

“A pequena frustração em relação à nossa projeção é explicada principalmente por números mais fracos do que o esperado em ES Gás e Alsol, além de prejuízo na área de comercialização de energia”, explica o banco.

Já o negócio principal veio amplamente em linha com as expectativas do BTG, mostrando mais um bom trimestre para a distribuição.

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O banco mantém preço-alvo de R$ 60, o que implica um potencial de valorização de 13,8% do papel na comparação com o último fechamento (11).

Mais um trimestre sólido

O Citi avalia que a Energisa continuou demonstrando sólido controle de custos nos primeiros três meses do ano, com lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões, acima da estimativa do banco, de R$ 186 milhões, embora tenha caído 47% em relação ao ano anterior.

Segundo o banco, o trimestre foi novamente marcado por boa disciplina em Pessoas, Materiais, Serviços e Outros (PMSO), com os custos da distribuição crescendo apenas 1,5% ano contra ano, abaixo da inflação acumulada no período.

As perdas de energia permaneceram praticamente estáveis trimestre contra trimestre, com 7 das 9 distribuidoras abaixo do limite regulatório.

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Nos indicadores de qualidade, a companhia já possui todas as concessões dentro da meta de 80% para o indicador FEC (com 5 já alcançando 100%), enquanto 6 das 9 concessões já atingiram o limite regulatório para o indicador DEC.

O banco considerou ainda que os resultados de ES Gás e Alsol vieram em linha com o estimado pelos analistas.

O Citi tem preço-alvo de R$ 61% para ENGI11, com potencial de valorização de 17,8%.

Uma história de custos em um trimestre de demanda fraca

Para o Itaú BBA, a Energisa apresentou mais um trimestre sólido, com custos e despesas controlados, mostrando uma relação entre dívida líquida e Ebitda de 3,5x no 1T26.

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Segundo o BBA, a recente renovação das concessões de distribuição redefine os ativos financeiros das concessões renovadas, o que pode gerar alguma pressão adicional sobre o balanço da companhia. No entanto, a operação de quase-capital de R$ 1,4 bilhão anunciada em abril, ainda dependente de aprovação, pode ajudar a mitigar esse impacto, diz.

Como destaque, o banco de investimentos menciona os volumes de demanda vieram mais fracos na comparação anual, como esperado, mas os custos PMSO cresceram abaixo da inflação, indicando sólido controle de custos — especialmente em serviços.

Segundo o BBA, o principal vetor da Energisa para 2026 é a demanda de energia. “Os resultados do 2T26 devem mostrar números de demanda mais fortes, especialmente devido à base de comparação mais baixa e aos efeitos do El Niño, que podem aumentar os volumes em determinadas regiões por conta das temperaturas mais elevadas no segundo semestre de 2026”, detalha.

Os resultados mais fortes e a maior geração de caixa poderiam aliviar o balanço da companhia, criando oportunidades para potencial alocação de capital, diz o banco de investimentos.

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O BBA tem preço-alvo de R$ 63,7 para Energisa, com potencial de valorização de 17,8%.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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