Giro do Mercado

Especialista chama Petrobras de “queridinha”, mas acha difícil Dividend Yield a 20%; veja os destaques do Giro do Mercado desta segunda (4)

04 maio 2026, 15:33 - atualizado em 04 maio 2026, 15:34

O Ibovespa (IBOV) oscila nesta segunda-feira (4), em meio à cautela com a guerra entre EUA e Irã, à alta do petróleo, à piora das projeções de inflação no Boletim Focus e à saída recente de capital estrangeiro.

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No Giro do Mercado, o especialista da GT Capital, Marcus Labarthe, afirmou que o fluxo internacional perdeu força após semanas de entrada relevante. O movimento, segundo ele, merece atenção porque o investidor estrangeiro tem peso relevante nos papéis mais líquidos da Bolsa, como bancos, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Ele destacou que a Bolsa brasileira tem baixa participação no cenário global, representando entre 0,8% e 1% das bolsas mundiais. Por isso, mudanças no fluxo externo tendem a ter impacto direto sobre os ativos domésticos.

A saída de capital também pode pressionar o dólar, com efeitos sobre inflação e juros, em um contexto de endividamento elevado das empresas e taxa básica ainda alta.

Petrobras acompanha petróleo e pode pagar dividendos

A Petrobras produziu 2,58 milhões de barris por dia no Brasil no primeiro trimestre de 2026, alta de 16% na comparação anual.

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Para Labarthe, o cenário segue positivo para a estatal. Produção elevada e petróleo em alta fortalecem a geração de caixa e podem abrir espaço para novos dividendos.

“A Petrobras é aquela queridinha da festa que todo mundo quer ficar do lado”, disse.

Segundo sua análise, bancos brasileiros e estrangeiros têm revisado para cima o preço-alvo da companhia, que segue entre as preferidas do setor.

O especialista avaliou que a companhia avançou na exploração nas últimas décadas, mas o Brasil ainda depende de importação de parte do diesel, devido à menor capacidade de refino.

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Apesar da visão positiva, Labarthe considerou exagerada a hipótese de um dividend yield — indicador que mede o retorno em dividendos em relação ao preço da ação adquirida 12 meses atrás — de 20%. Para ele, o número é otimista demais, embora a estatal ainda possa apresentar bons resultados enquanto o petróleo seguir em patamares elevados.

A recomendação, porém, é clara: “Quem está no papel não saia”, afirmou.

Bancos entram no foco dos balanços

A semana será marcada pelos resultados de Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

O mercado deve acompanhar a qualidade do crédito em um ambiente de juros elevados, com foco no nível de inadimplência.

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O Bradesco segue no centro das atenções. Após um período de pressão nas ações, o banco adotou medidas para reduzir inadimplência e melhorar resultados.

Segundo Labarthe, o balanço mostrará se os ajustes começaram a surtir efeito.

Ele também citou o Santander (SANB3), que divulgou resultados na semana anterior. Na avaliação do especialista, o desempenho foi abaixo do esperado, o que aumenta a expectativa sobre os demais bancos.

Energia como preferência

O setor de energia segue entre as preferências na Bolsa, de acordo com Labarthe. Ele destaca o caráter essencial da atividade e seu potencial de proteção em cenários de inflação mais alta.

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“[Esse setor] consegue atualizar quase sempre o seu produto, que é a energia, através da inflação.”

Ele também mencionou empresas de infraestrutura e concessionárias, mas fez ressalvas ao setor de rodovias, que pode envolver riscos contratuais relevantes, como multas por descumprimento de obras e metas.

Para ficar de olho

A semana reúne ainda eventos importantes para os mercados. No Brasil, investidores aguardam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve detalhar a visão do Banco Central sobre juros, inflação e atividade econômica.

Nos Estados Unidos (EUA), será divulgado o payroll, principal indicador do mercado de trabalho, acompanhado de perto pelo Federal Reserve, banco central dos EUA.

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O Boletim Focus também segue no radar, após registrar a oitava alta consecutiva nas projeções de inflação (IPCA), indicando maior preocupação com o cenário de preços.

No exterior, a tensão no Oriente Médio permanece no centro das atenções, com impacto direto sobre o petróleo, que voltou a ser negociado acima de US$ 100.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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