Comprar ou vender?

Esta ação está barata e pronta pra crescer, segundo Safra; veja potencial

09 set 2026, 11:23
Priner PRNR3
Priner engaja instituições para coordenar potencial oferta de ações (Imagem: Divulgação)

O Safra iniciou a cobertura da Priner (PRNR3) com recomendação outperform, equivalente a uma expectativa de desempenho acima da média do mercado, e preço-alvo de R$ 26 para os próximos 12 meses.

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A projeção representa um potencial de valorização de 44% em relação ao preço de R$ 18 considerado pelo banco.

Na avaliação dos analistas Luiza Mussi e Lucas Melotti, a Priner se consolidou como uma “plataforma diversificada de serviços industriais”, com diferentes fontes de crescimento e uma posição favorável para liderar a consolidação do setor.

A ação negocia a 3,5 vezes o EV/Ebitda estimado para 2027 — múltiplo 13% abaixo da média histórica da companhia e 10% inferior ao dos pares brasileiros.

Por que o Safra está otimista com a Priner?

A tese positiva está apoiada na atuação da Priner como uma plataforma completa de serviços industriais. A companhia reúne cinco unidades de negócios que atendem diferentes etapas do ciclo de manutenção de instalações industriais pesadas.

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Esse modelo de “one-stop shop”, no qual o cliente encontra diferentes serviços em um único fornecedor, é considerado pelo Safra a “base da tese de investimento”.

Segundo o banco, a estratégia favorece a venda de soluções complementares, aumenta a retenção de clientes e proporciona vantagens de escala em relação aos concorrentes especializados.

A troca de prestador também pode provocar interrupções operacionais, elevar riscos de execução e exigir um período de adaptação. Por isso, quando o serviço é bem executado, o Safra afirma que existe “pouco incentivo para o cliente substituir o fornecedor”.

A Priner possui NPS de 73, indicador de satisfação considerado excelente e superior ao de concorrentes analisados pelo banco.

Aquisições ampliam mercado da companhia

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A Priner realizou duas aquisições consideradas transformacionais: a compra da Real Estruturas, em 2024, voltada à montagem industrial, e da SEMEP, em 2025, com atuação no setor de mineração.

Com as operações, o mercado potencial da companhia chegou a aproximadamente R$ 44 bilhões, quase 18 vezes o tamanho observado em 2016. A participação dos contratos de longo prazo na receita também deve alcançar cerca de 65% a partir de 2026.

As aquisições já contribuíram para a melhora da rentabilidade. A margem Ebitda passou de 10,1% no primeiro semestre de 2024 para 15,1% no mesmo período de 2026.

Para este ano, o Safra projeta receita de R$ 2,075 bilhões, alta de 33% na comparação anual, e Ebitda de R$ 399 milhões.

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O crescimento deve ser sustentado pela recuperação da divisão de montagem industrial, pela normalização das operações de mineração e pelo início de contratos conquistados recentemente.

Priner ainda tem espaço para crescer?

Apesar de ocupar uma posição de liderança no mercado brasileiro de serviços de manutenção industrial, a Priner possui apenas cerca de 4,3% de participação em um setor ainda dominado por empresas pequenas, regionais e familiares.

Esse cenário abre espaço tanto para crescimento orgânico quanto para novas aquisições. O Safra, porém, não considera eventuais compras de empresas em suas projeções, tratando novas operações como um potencial adicional para a tese.

Outro ponto positivo é a resiliência do modelo de negócios. Cerca de 85% da receita está ligada às despesas operacionais dos clientes, como manutenção e integridade de ativos, serviços menos sujeitos a adiamentos do que investimentos em expansão.

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Diante do crescimento esperado, da posição de mercado e da melhora na composição dos negócios, os analistas avaliam que o “desconto atual parece excessivo”. A diferença pode diminuir conforme a empresa entregue os resultados projetados e ganhe maior reconhecimento entre os investidores.

O que pode dar errado?

Entre os principais riscos, o Safra destaca a concentração da receita em poucos clientes, a exposição da montagem industrial ao ciclo de projetos e os efeitos das chuvas sobre as operações de mineração.

O banco também menciona os desafios de integração das aquisições, a maior necessidade de capital da divisão de mineração, a pressão de despesas abaixo da linha do Ebitda sobre o lucro líquido e a baixa liquidez das ações na bolsa.ção da receita em poucos clientes, a exposição da montagem industrial ao ciclo de projetos e os efeitos das chuvas sobre as operações de mineração.

O banco também menciona os desafios de integração das aquisições, a maior necessidade de capital da divisão de mineração, a pressão das despesas financeiras sobre o lucro líquido e a baixa liquidez das ações na bolsa.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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