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Está faltando homem no Brasil? O IBGE diz que sim

17 abr 2026, 21:42 - atualizado em 17 abr 2026, 21:42
IBGE
(Imagem: Pixabay)

Que as solteiras se queixam de que “está faltando homem no Brasil” ou “no Brasil não há mais homem para mim” não é novidade, mas agora é fato: há milhões de mulheres a mais do que homens no Brasil.

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Quem comprovou isso foi o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do mais recente recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgada nessa sexta-feira (17).

Segundo o levantamento, há cerca de 103 milhões homens para 108 milhões de mulheres. Essa diferença de mais de 5 milhões revela que há uma razão de 95,4 homens para 100 mulheres.

Será se todas as solteiras, sem exceção e para sempre, estão sujeitas a ter menos opções disponíveis?

O lugar importa

Por mais que o IBGE mostre claramente que o padrão nacional é que há mais mulheres do que homens, a discrepância entre a quantidade de cada um varia de acordo com fatores como a localização no país, chegando inclusive a gerar situações contrárias.

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No estado de São Paulo, por exemplo, a diferença é de 1,2 milhão de pessoas: são 22 milhões de homens para 23 milhões de mulheres. Já no Rio de Janeiro, a diferença é de apenas 770 mil, quase a metade da observada no estado paulista.

Em outras regiões, como no Nordeste, onde os números também diferem bastante entre si, a Bahia é o estado em que mais se observa esse fenômeno: são meio milhão de mulheres a mais do que homens. Em seguida, há Ceará e Pernambuco, com apenas 300 mil de diferença.

O mais interessante é que não são em todos os estados em que há mais pessoas do sexo feminino. Tocantins, Santa Catarina, no Mato Grosso e Maranhão, a população masculina é a que predomina, mas tal diferença não chega a 30 mil pessoas.

Isso pode ser justificado pelo tipo de oferta de trabalho regional, com forte atividade com a mineração e o agronegócio, que atraem mais trabalhadores do sexo masculino.

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As mais velhas vivem mais?

A PNAD mostrou que a desproporção entre homens e mulheres não é só afetada pelo lugar — a idade também entra na conta.

No documento, a maior disparidade está entre as populações mais idosas, em que há uma maioria feminina.

Por exemplo, nas populações de 60 anos ou mais, há cerca de 19 milhões de pessoas do sexo feminino para 15 milhões do sexo masculino. Subtraindo os números, são 4,2 milhões de homens a menos.

No entanto, quanto mais jovem é a população analisada, mais diferente os resultados são, chegando a também contradizer o padrão.

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Das faixas etárias dos 65 aos 30 anos, as mulheres permanecem sendo a maioria populacional, até que dos 25 aos 29 anos há um equilíbrio e, dos 24 aos 18, a quantidade de homens ultrapassa, se tornando a predominante.

Em grande medida, isso deve ao fato de as mulheres serem mais longevas e de os homens liderarem as estatísticas de morte precoce em acidentes e episódios de violência.

Para os próximos anos

Ao comparar a quantidade de homens e mulheres ao longo dos anos, a pesquisa do IBGE mostra que a população feminina sempre foi predominante. A questão é que a disparidade quantitativa entre os gêneros vem aumentando cada vez mais.

Há 14 anos, em 2012, a diferença geral era de 4,37 milhões: cerca de 100 milhões de mulheres para 96 milhões de homens. Em 2026, ela aumentou para 5,31 milhões.

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Por mais que a regra no mundo todo seja a de que nasçam mais homens do que mulheres — cerca de 3% a 5% mais — isso se inverte ao longo da vida.

Isso porque o tamanho populacional não se deve somente ao número de nascimentos, mas também à expectativa de vida das populações.

Não é uma má notícia

Mas a notícia sobre a diferença do tamanho das populações conforme o gênero não é necessariamente ruim para as mulheres.

Segundo estudo de Paul Dolan, professor de Ciência Comportamental da London School of Economics, as mulheres solteiras e sem filhos tendem a ser mais felizes e saudáveis do que as casadas.

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De acordo com o pesquisador, os homens se beneficiam muito mais com o casamento, porque passam a se cuidar melhor, se alimentar de forma mais saudável e ter apoio emocional. As mulheres, por sua vez, ficam mais sobrecarregadas. É comum que elas precisem acumular obrigações profissionais e domésticas, como a casa e os filhos.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi. Com informações do Estadão Conteúdo.

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