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EUA confiscam mais de US$ 1 bilhão em bitcoin roubado do mercado ilegal Silk Road

05/11/2020 - 15:31
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Sim, os bitcoins recém-movimentados, equivalentes a mais de US$ 1 bilhão, foram roubados do antigo mercado ilegal do Silk Road; EUA descobriram a identidade do hacker (Imagem: Unsplash/@cliffordgatewood)

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) apreendeu milhares de bitcoins ligados ao extinto mercado ilegal Silk Road, avaliados em mais de US$ 1 bilhão.

Em um comunicado, o órgão disse que “[o] confisco representa a maior apreensão de criptomoedas na história do Departamento de Justiça”, segundo a Bloomberg.

Segundo uma declaração, investigadores usaram ferramentas de software para identificar “54 transações, não detectadas anteriormente e realizadas pelo Silk Road, que parecem representar bitcoins, produto de atividades ilícitas e roubados do Silk Road por volta de 2012 ou 2013”.

O comunicado afirma que Chainalysis ajudou na investigação.

A acusação alega que esses fundos foram rastreados para um endereço de bitcoin. Uma análise aprofundada desse endereço de bitcoin pela Procuradoria-Geral dos Estados Unidos e pelos agentes de Investigação Criminal do Serviço Interno de Receita [IRS] descobriu que os fundos estavam ligados ao Indivíduo X.

Foi determinado que o Indivíduo X hackeou os fundos do Silk Road. Após essa investigação do hack, as autoridades confiscaram milhares de bitcoins no dia 3 de novembro de 2020. 

No dia 4 de novembro de 2020, os bitcoins confiscados estavam avaliados em mais de US$ 1 bilhão.

Um hacker havia roubado esses bitcoins anos atrás, mas os EUA conseguiram rastrear a identidade do hacker devido à recente movimentação da carteira (Imagem: Pixabay/AaronJOlson)

Segundo os documentos do tribunal, Ross Ulbricht, fundador do Silk Road, “havia descoberto a identidade virtual do Indivíduo X e o ameaçado para que devolvesse as criptomoedas a Ulbricht. O Indivíduo X não devolveu as criptomoedas, mas as armazenou, e não as gastou”.

O documento afirma que o governo sabe a identidade do Indivíduo X.

No dia 3 de novembro de 2020, o Indivíduo X assinou um acordo de Consentimento de Apreensão à Procuradoria-Geral dos EUA, no Distrito Norte da Califórnia. 

Nesse acordo, Indivíduo X consentiu pelo confisco dos Bens do Réu ao governo dos Estados Unidos.

No dia 3 de novembro de 2020, os Estados Unidos obteve custódia dos Bens do Réu [da carteira] 1HQ3.

A notícia vem quase dois dias após 69.389 BTC terem sido movimentados de um endereço da quarta maior carteira cripto — foi a primeira atividade dessa carteira desde 2015. Segundo a acusação, os fundos confiscados na última terça-feira (3) foram desse endereço.

Além de bitcoin (BTC), autoridades também confiscaram bitcoin cash (BCH), bitcoin gold (BTG) e bitcoin satoshi vision (BSV) — todos esses ativos são de projetos derivados do projeto Bitcoin original, mais conhecidos como bifurcações (ou “forks”).

Em uma declaração, o procurador David Anderson afirmou que “[o] processo bem-sucedido contra o fundador do Silk Road em 2015 apresentou a seguinte pergunta que vale um bilhão de dólares: para onde foi o dinheiro?”.

“A acusação de hoje responde parte dessa pergunta em aberto”, continuou ele. “US$ 1 bilhão desse dinheiro ilegal agora está sob posse dos Estados Unidos.”

Confira, abaixo, o documento sobre a apreensão:

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 05/11/2020 - 15:37