Coreia do Norte

EUA têm canal direto com a Coréia do Norte, diz secretário norte-americano

30 set 2017, 18:03 - atualizado em 05 nov 2017, 13:54

Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson,  admitiu hoje (30) que os Estados Unidos têm um canal de comunicação direto com a Coreia do Norte para tentar negociar um acordo de desarmamento nuclear com Pyongang.  Direto de Pequim, na China, onde se reuniu com o presidente chinês Xi Jinging, 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem entrar em detalhes, Tillerson afirmou aos jornalistas que  os Estados Unidos “estão investigando” as possibilidades de conversação por meio de um contato direto entre Washington e Pyongang.  “Nós temos linhas de comunicação para Pyongyang”, afirmou após o encontro com o presidente chinês.

“Estamos investigando, portanto, fiquem atentos”, afirmou Tillerson aos repórteres na China. O jornal americano New York Times já havia publicado que os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte  tem “comunicação direta”, sobre os testes nucleares”.

Os jornalistas perguntaram se os Estados Unidos trabalhariam com a China para se comunicar com a Coreia do Norte. Tillerson disse que não. “Diretamente… nós temos nossos próprios canais”.  Essa semana até o Pentágono defendeu a diplomacia para lidar com a crise, assim como a Coreia do Sul afirmou ainda haver saída diplomática para evitar uma guerra na região.

Empenho da China

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na conversa com repórteres, o secretário de Estado também afirmou que a China tornou-se profundamente preocupada com o programa de mísseis nucleares da Coréia do Norte. Para ele, o país asiático está trabalhando muito para convencer Pyongyang a retomar negociações para um acordo de desarmamento.

As declarações de Tillerson foram feitas após uma reunião entre ele, e o  presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, capital chinesa.

O secretário de estado norte-americano chegou à Àsia na última quinta-feira (28), em busca de cooperação na região e para tentar apaziguar a situação na península coreana, que vive sob  a tensão de um conflito, com a escalada de agressões entre o presidente Donald Trump e Kim Jong-Un.

Mas ele também defendeu que os ânimos sejam apaziguados. “Eu acho que a ação mais imediata que nós precisamos é acalmar as coisas”, afirmou, Tillerson aos repórteres.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No discurso antes da reunão com o presidente chinês, Tillerson afirmou que os Estados Unidos “não reconheceriam a Coréia do Norte como uma potência nuclear” e afirmou que a Casa Branca não tem a intenção de derrubar o regime de Kim.

Na visita, Tillerson também prepara terreno para a visita de Donald Trump ao país, prevista para novembro. As relações entre Pequim e Washington são consideradas muito importantes para tentar solucionar o impasse sobre as armas nucleares de Pyongyang e seus mísseis balísticos. 

Trump vem pressionando a China por medidas mais duras sobre Pyongyang da China – o principal parceira comercial com o país. 

Pequim tem defendido o diálogo desde o início, mas parece estar mais disposto a pressionar o líder norte-coreano Kim Jong-Un, tanto que concordou com as duras sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mesmo assim, Washington quer que a China  exerça uma pressão maior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar