O ano era 2014, e uma figura cômica surgia nas propagandas eleitorais. Vestido como um super-herói, com capa e tudo a que tinha direito, seu grande poder era privatizar empresas: o chamado “raio privatizador”. Paulo Batista (do antigo PRP), então candidato a deputado estadual por São Paulo, tentava “surfar” nos escândalos da Lava Jato, quando a Petrobras (PETR3;PETR4) foi atingida em cheio, com diretores e políticos presos. Posteriormente, a estatal reconheceu prejuízo de R$ 6,2 bilhões decorrente dos desvios de recursos.
Batista não foi eleito, mas, quatro anos depois, nas eleições de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro, na época no Partido Social Liberal (PSL), também entrou em campo com um discurso privatista, encarnado na figura de seu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes. Na época, Guedes defendia a privatização de todas as estatais. Ele encerrou seu mandato com a venda de duas: a Eletrobras, hoje Axia Energia (AXIA3), e a Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo).
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