Wall Street

Wall Street encerra mês pressionado por Treasuries e petróleo; só Nasdaq sobe em setembro

30 set 2026, 17:11 - atualizado em 30 set 2026, 17:22
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
(Imagem: iStock/MF3d)

Os índices de Wall Street encerraram sem direção única o último pregão de setembro, nesta quarta-feira (30). Apesar do otimismo com os dados de inflação mais comportados no começo da sessão, o Dow Jones e o S&P 500 penderam para o terreno negativo, de olho na pressão dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e no petróleo.

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Confira o fechamento:

  • Dow Jones: -0,86%, aos 50.908,79 pontos
  • S&P 500: -0,25%, aos 7.651,80 pontos;
  • Nasdaq: +0,24%, aos 26.861,064 pontos.

No mês Dow Jones recuou quase 5%, enquanto o S&P 500 recuou 0,8%. Já o Nasdaq, por outro lado, acumulou alta de 1,7%.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) de agosto subiu a uma taxa anual de 3,4%, abaixo dos 3,7% do mês anterior. Economistas consultados pela Dow Jones previam que a inflação se manteria estável em 3,7%.

Já o núcleo do PCE, excluindo alimentos e energia, que subiu 3% em relação ao ano anterior, abaixo dos 3,3% do mês anterior e também inferior à previsão dos economistas.

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Apesar dos números melhores do que o esperado, o mercado de títulos seguiu pressionado. O rendimento do Treasury de 10 anos subiu cerca de 1 ponto-base, para 5,27%, permanecendo muito próximo da máxima de quase duas décadas atingida no início desta semana.

O rendimento do Treasury de 30 anos também subiu 3 pontos-base, para 5,622%.

Já no front geopolítico, sem avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos, o presidente dos EUA, Donald Trump, negou as reportagens da Axios e da CNN que citavam autoridades norte-americanas dizendo que ele estaria disposto a aliviar as sanções contra o Irã.

Além disso, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que um navio-tanque foi atingido nesta quarta-feira por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz e que o caso está sob investigação.

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O Goldman Sachs, em relatório enviado hoje, estima que as exportações de petróleo do Golfo se recuperaram para 23,3 milhões de barris por dia na última semana, em linha com a média de 2025, após terem dobrado em setembro.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 0,92%, cotado a US$ 103,53 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. No mês, o ganho do Brent superou os 14%.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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