Mercados

Ibovespa avança 1% com euforia pré-eleitoral e inflação mais fraca nos EUA; dólar cai a R$ 5,17

30 set 2026, 17:19 - atualizado em 30 set 2026, 17:53
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa (IBOV) encerrou o último pregão do mês em forte alta com melhora do apetite a risco, sinais de entrada de fluxo estrangeiro e eleições.

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Nesta quarta-feira (30), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,37%, aos 186.340,46 pontos. No mês, o IBOV acumulou valorização de 5,03%. Já no trimestre, o ganho foi de 8,32%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1750, com queda de 0,81%. Em setembro, a divisa acumulou desvalorização de 0,10% ante o real.

Por aqui, o cenário eleitoral continuou no centro das atenções com novas pesquisas eleitorais. Em destaque, a Meio/Ideia apontou que presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantiveram o empate triplo nos levantamentos espontâneo, do primeiro turno e no segundo turno, mesmo cenário da última pesquisa, há 20 dias.

“O mercado parece estar apostando em uma vitória de Flávio”, afirma João Vitor Saccardo, head de renda variável da Convexa Investimentos.

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Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil avalia ainda que “a proximidade entre os candidatos mantém elevada a possibilidade de volatilidade nos ativos brasileiros conforme novas pesquisas e acontecimentos da campanha forem divulgados”.

Altas e quedas do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Magazine Luiza (MGLU3), que saltou 12,52% (R$ 7,46), cujas ações foram beneficiadas pelo alívio na curva de juros futuros e à visão otimista do JPMorgan sobre a varejista.

O banco espera ganhos esperados de participação de mercado provenientes da recuperação judicial da Casas Bahia, a recente parceria com o Mercado Livre (MELI34), além da expectativa de juros mais baixos.

Já a ponta negativa foi encabeçada por Totvs (TOTS3), com queda de 3,49% (R$ 33,43%).

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As blue chips, por sua vez, foram as ‘grandes’ patrocinadoras do desempenho do IBOV, com destaque para o setor de bancos. o Índice Financeiro (IFNC) subiu 3,03%, puxado pela alta de 5,15% (R$ 44,28) do Itaú (ITUB4) – que também figurou como a ação mais negociada da B3.

No setor de commodities, as ações da Petrobras (PETR4;PETR3) acompanharam o desempenho positivo do petróleo e a entrada de fluxo estrangeiro. PETR3 recuou 0,35% (R$ 53,87) e PETR4 subiu 0,04% (R$ 49,12).

Ainda no setor de commodities, Vale (VALE3), que detém 8% de participação do índice, subiu 0,43% (R$ 69,91), também beneficiada pelo ingresso de capital externo.

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

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Os índices de Wall Street sem direção única. Apesar do otimismo com os dados de inflação mais comportados no começo da sessão, o Dow Jones e o S&P 500 penderam para o terreno negativo, de olho na pressão dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e no petróleo.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,86%, aos 50.908,79 pontos
  • S&P 500: -0,25%, aos 7.651,80 pontos;
  • Nasdaq: +0,24%, aos 26.861,064 pontos.

Em setembro, Dow Jones recuou quase 5%, enquanto o S&P 500 recuou 0,8%. Já o Nasdaq acumulou alta de 1,7%.

Na Europa, os mercados fecharam em queda: o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,50%, aos 634,89pontos. O índice acumulou queda de 2,5% no mês e de 1% no terceiro trimestre.

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Na Ásia, os índices terminaram em tom positivo: o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,94%, aos 66.753,72 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 0,37%, aos 24.613,27 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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