Mercados

Bolsas da Europa fecham em queda com temor de choque inflacionário e incertezas sobre o cessar-fogo no Oriente Médio

22 abr 2026, 13:49 - atualizado em 22 abr 2026, 14:53
Embracer
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus fecharam o pregão desta quarta-feira (22) em tom negativo em meio a incertezas sobre o cessar-fogo prolongado no Oriente Médio e reflexos da guerra na economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,35%, aos 613,88 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 0,21%, aos 10.476,46 pontos; o DAX, de Frankfurt, caiu 0,31%, aos 24.194,90 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve baixa de 0,96%, aos 8.156,43 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

Os investidores acompanharam novos dados macroeconômicos de países da zona do euro e do Reino Unido, em dia de atenções divididas com desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio.

No cenário doméstico, o Ministério da Economia da Alemanha reduziu as previsões de crescimento para 2026 e 2027 e elevou as estimativas para inflação. O governo agora espera um crescimento de 0,5% neste ano, abaixo da previsão de 1% anterior, e reduziu de 1,3% para 0,9% em 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação prevista é de 2,7% em 2026 e de 2,8% no ano seguinte, contra 2,2% registrados em 2025.

Além disso, a economia alemã cresceu em um ritmo modesto no primeiro trimestre com impulso dos setores industrial e de serviços. Os preços mais altos de energia e incertezas sobre a guerra no Irã devem pesar no trimestre atual, segundo o Banco Central do país.

A maior economia da Europa está praticamente estagnada há três anos e a guerra do Irã está agora afetando as expectativas do governo de que o investimento em infraestrutura e defesa finalmente impulsionaria o crescimento.

Ainda entre os dados, a inflação britânica subiu para 3,3% em março na base anual, de 3,0% em fevereiro, de acordo com dados que mostram o primeiro impacto da guerra do Irã sobre os preços e que o Banco da Inglaterra teme que possa levar a um retorno do problema da inflação persistentemente alta do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao Financial Times divulgada hoje, um dos diretores do Banco Central Europeu (BCE), Martins Kazaks, disse que a autoridade monetária tem o “luxo” de não precisar se apressar para aumentar as taxas de juros. A próxima decisão de política monetária será na quinta-feira da próxima semana (30).

Conflito no Oriente Médio

À pedido do Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, o presidente norte-americano Donald Trump amenizou o tom de ameaça sobre o Irã e anunciou que estenderia a trégua com o país persa até a conclusão das negociações entre os países.

No entanto, a Axios revelou que o cessar-fogo deve durar apenas de 3 a 5 dias, citando uma fonte da Casa Branca.

Informações divergentes também foram apresentadas em relação às próximas negociações: ao New York Post, Trump disse que “boas notícias” podem acontecer já na sexta-feira, enquanto a agência de notícias iraniana Tasnim afirma que Teerã não tem, por enquanto, intenção de negociar no fim da semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório mensal, o Bundesbank ressaltou que as tensões geopolíticas devem limitar a recuperação da economia alemã no primeiro semestre de 2026.

“As expectativas de exportação e de negócios apontam para uma perspectiva mais moderada”, disse o Bundesbank. “Isso provavelmente se deve não apenas ao peso dos custos mais altos de energia e às interrupções na cadeia de oferta, mas também às preocupações com a demanda global mais fraca na esteira da guerra no Oriente Médio.”

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar