Bolsas da Europa recuam e atingem menor nível em três semanas com balanços e decisões de juros no radar
Os índices europeus fecharam o pregão em queda à espera de decisões de juros nos Estados Unidos e na Europa, resultados de balanços corporativos e impasse nas tratativas entre Estados Unidos e Irã.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações nesta quarta-feira (29) com recuo de 0,60%, aos 602,96 pontos.
Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, fechou com queda de 1,16%, aos 10.213,11 pontos; o DAX, de Frankfurt, caiu 0,27%, aos 23.954,56 pontos; e o CAC 40, de Paris, teve baixa de 0,39%, aos 8.072,13 pontos.
Com os números do fechamento de hoje, as ações europeias estão quase 5% abaixo dos níveis anteriores à guerra, atrás dos pares norte-americanos e dos mercados globais, devido à dependência da região em relação às importações de energia.
O que movimentou os mercados europeus hoje?
O mercado segue à espera das decisões de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve, que acontece em breve. Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) também divulgam amanhã (30) suas decisões de política monetária. A expectativa é de que os BCs sigam com os juros inalterados.
No front econômico, os números não foram animadores: a inflação alemã aumentou em abril devido à alta dos preços da energia, enquanto a confiança econômica da zona do euro caiu para o menor nível em três anos e meio neste mês em meio à guerra no Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não estava satisfeito com a última proposta de Teerã para encerrar o conflito, aumentando a incerteza sobre as perspectivas de negociações. Com a falta de avanço nas negociações de paz, o petróleo Brent para julho operava acima dos US$ 110.
Para a LPL Financial, o aperto na oferta física de petróleo pode estar sendo subestimado pelos investidores, enquanto a Strategy Asset Managers avalia que cotações acima de US$ 85 mantêm elevadas as expectativas de inflação e a volatilidade nos juros globais.
Em relação aos balanços corporativos, a Adidas disparou cerca de 8% em Frankfurt após superar expectativas com vendas e lucro no primeiro trimestre.
Já no setor bancário, o UBS avançou perto de 3% em Zurique, após lucro acima do consenso, enquanto o Santander subiu 1,2% em Madri com resultado forte e ganho com venda de ativos.
O Deutsche Bank, por outro lado, caiu cerca de 1,9% apesar de lucro recorde, após provisão maior que o esperado para perdas de crédito.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters