Mercados

Bolsas da Europa recuam com disparada do petróleo

31 ago 2026, 13:57
Ações
(Imagem: REUTERS/Andrea Comas)

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 31, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã impulsionando o petróleo e ações de energia, enquanto Frankfurt ficou sob pressão de papéis industriais.

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O avanço do Brent acima de US$ 90 reforçou preocupações com a oferta pelo Estreito de Ormuz. Londres não operou devido a feriado bancário.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com queda de 0,62%, aos 651,10 pontos.

Já entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 não operou com feriado bancário local. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,79%, a 8.334,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 1,17%, a 26.258,11 pontos.

O que mexeu com a Europa hoje?

Na Alemanha, a inflação ao consumidor acelerou de 2,8% para 2,9% em agosto, na comparação anual. Carsten Brzeski, do ING, prevê que a taxa supere 3% e permaneça nesse nível até o fim do ano, diante do petróleo elevado, embora veja poucos sinais de efeitos de segunda ordem.

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O banco espera alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em setembro, mas considera novos aumentos menos certos.

Entre as ações, petrolíferas estiveram entre os destaques positivos com a retomada dos ataques no Oriente Médio. Repsol avançou cerca de 2,5% em Madri, Galp subiu perto de 2,2% em Lisboa e TotalEnergies ganhou cerca de 1,2% em Paris.

Em Milão, Eni teve alta de 2%, enquanto Tenaris, fornecedora de tubos para o setor de petróleo, avançou cerca de 3% também na bolsa italiana. O índice do setor europeu de petróleo e gás teve alta de 0,2%.

Em Frankfurt, Siemens Energy ajudou a pressionar o DAX com queda de 1,8%, enquanto a empresa imobiliária residencial Vonovia cedeu 2,9% e a Heidelberg Materials, de materiais de construção, caiu 2,6%.

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No mercado mais amplo alemão, a Lanxess, do segmento da indústria química, destoava com alta de 2,9%.

No radar dos investidores, está o rendimento dos títulos públicos alemães de dois anos, sensíveis à política monetária, atingindo seu nível mais alto desde julho de 2024.

O movimento segue a tendência dos títulos do Tesouro dos EUA depois que o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sinalizou na sexta-feira que as taxas de juros talvez precisem subir.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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