Mercados

Bolsas da Europa fecham em queda com ameaças de tarifas de Trump

08 maio 2026, 15:31 - atualizado em 08 maio 2026, 15:36
Bolsas europeias
(Imagem: Facebook/Börse Frankfurt)

Os índices europeus recuaram em meio às ameaças do governo norte-americano para elevar as tarifas de produtos europeus nesta sexta-feira (8).

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,69%, aos 612,14 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,32%, aos 24.338,63 pontos; o CAC 40, de Paris, teve baixa de 1,09%, aos 8.112,57 pontos e; o índice FTSE 100, de Londres encerrou em queda de 0,43%, aos 10.233,07 pontos.

O que impulsionou os mercados europeus hoje?

Os mercados europeus acompanharam os desdobramentos no conflito no Oriente Médio em segundo plano, enquanto os holofotes ficaram com as ameaças de taxação de produtos europeus pelos Estados Unidos.

No campo geopolítico, os EUA aguardam uma resposta iraniana ainda nesta sexta-feira à sua mais recente proposta para pôr fim ao conflito no Golfo Pérsico, mesmo com a escalada das tensões entre os dois países e o novo ataque aos Emirados Árabes Unidos.

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Já no front comercial, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a União Europeia poderá enfrentar tarifas “muito mais altas” caso não cumpra compromissos previstos no acordo comercial firmado com Washington até 4 de julho.

O representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, em entrevista ao programa “Mornings with Maria” da Fox Business Network, disse que conversou com autoridades comerciais de diferentes países europeus e da UE durante uma visita à Europa nesta semana e acreditava que “suas mentes estão focadas” em fazer as mudanças necessárias.

Na agenda macroeconômica, a produção industrial da Alemanha caiu 0,7% em março ante fevereiro, contrariando expectativa de alta.

Para o ING, os dados mostram que a guerra no Oriente Médio “começou a cobrar seu preço” da indústria alemã e podem levar a revisões negativas do PIB do primeiro trimestre.

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Entre as ações, em Frankfurk, a Rheinmetall tombou cerca de 9%, enquanto a fabricante de componentes militares Renk caiu perto de 6%.

Os bancos também pressionaram os índices: Commerzbank caiu perto de 3,8%, apesar de reportar lucro operacional recorde no primeiro trimestre, elevar metas financeiras e anunciar corte de cerca de 3 mil vagas em meio à disputa com o UniCredit, que recuou 1,9%.

Já o Intesa Sanpaolo cedeu cerca de 2,4%, mesmo após divulgar lucro trimestral recorde acima das expectativas e reafirmar sua projeção para 2026.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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