Giro do Mercado

Fed mais duro? Especialista vê alta nos juros dos EUA e faz alerta para o Brasil no 2º semestre

01 jul 2026, 13:59 - atualizado em 01 jul 2026, 13:59
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(Imagem: iStock/Edson Souza)

A sinalização de uma postura mais rígida do Federal Reserve, combinada com os riscos inflacionários decorrentes das tensões geopolíticas e das incertezas eleitorais no Brasil, deve manter os investidores em alerta ao longo do segundo semestre, avalia Davi Ramos, sócio da Vante Invest.

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Em entrevista ao Giro do Mercado desta quarta-feira (1), o especialista indicou que a fala de Kevin Warsh sobre a redução das expectativas e riscos de inflação nas últimas semanas não trouxe novidades, uma vez que o dirigente do Fed já havia sinalizado que adotaria uma postura mais rígida no combate à inflação.

Para Ramos, as decisões a partir de agora devem ser baseadas na evolução dos dados econômicos, em vez de tentar antecipar o comportamento futuro da economia.

Veja a análise completa no Giro do Mercado

“Acredito que isso pode sim trazer uma certa cautela ao mercado, o que já está acontecendo. Também não espero que deva acontecer mais um corte de juros, ao contrário, com essa fala dele podemos ter até um aumento dos juros até o final do ano”, analisou Ramos.

Na visão do especialista, a nova postura do Federal Reserve também deve pautar as decisões do Banco Central no Brasil. Ele aponta que “se o diferencial de juros entre os países aumenta, isso pressiona a desvalorização do real e faz com que a nossa inflação continue alta”.

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A inflação, inclusive, deve ser o ponto central de atenção dos mercados globais no próximo semestre, de acordo com a análise de Ramos, mesmo com as negociações pelo fim da guerra no Irã.

Segundo o especialista, o acordo de paz ainda é bastante frágil e a região permanece como uma zona de conflito, o que deve manter a instabilidade nos próximos meses e seguir pressionando os preços.

Ele ressaltou que as seguradoras continuam classificando o Estreito de Ormuz como zona de guerra até 9 de julho, o que preserva as sobretaxas de risco e de transporte para cargas que passam pela região.

No Brasil, com a chegada do período eleitoral, esses números se tornam ainda mais relevantes: “a questão fiscal é uma questão agora no período eleitoral, quando o governo aumenta os gastos ainda mais. Então no mercado brasileiro, apesar dos ativos estarem muito descontados, temos esses pontos de atenção”, destacou.

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Além disso, ele alerta os investidores para uma volatilidade no mercado, esperada justamente pelo cenário eleitoral. “A eleição está completamente indefinida e só começa a se definir dois meses antes. O segundo semestre deve ser um período de muita cautela”, indicou.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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