Fundos Imobiliários

Fundo imobiliário corta projeção de dividendos após calote da Casas Bahia (BHIA3); IFIX amplia perdas

30 out 2026, 8:07 - atualizado em 30 out 2026, 8:08
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(Imagem: Pixabay 1820796)

O fundo imobiliário HSI Logística (HSLG11) reduziu sua projeção (guidance) de distribuição de rendimentos aos cotistas após a inadimplência da Casas Bahia (BHIA3), locatária de dois imóveis do seu portfólio e atualmente em recuperação judicial.

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A estimativa, que antes ficava entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota, passou para a faixa de R$ 0,60 a R$ 0,65 por papel, conforme fato relevante divulgado ao mercado. A revisão será válida a partir dos dividendos referentes a outubro de 2026.

Segundo a HSI, gestora do FII, a decisão tem caráter conservador e considera as incertezas sobre o pagamento dos próximos aluguéis, a condição de recuperanda da varejista e a existência de ações de despejo em andamento.

Aluguel atrasado foi pago

O ajuste no guidance ocorre mesmo após a Casas Bahia quitar o aluguel atrasado do imóvel localizado em São José dos Pinhais (PR).

De acordo com o fato relevante, em 28 de outubro, a companhia pagou R$ 1,43 milhão referente à competência de setembro, acrescido de R$ 142,9 mil em multa moratória. Ao todo, o fundo recebeu R$ 1,57 milhão.

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O recebimento, porém, não encerrou a disputa judicial hoje existente entre locatária e locador. Isso porque, após o atraso no pagamento, o FII havia ajuizado uma ação de despejo contra a varejista. O processo foi protocolado em 8 de outubro, quando foi divulgado ao mercado.

Segundo a gestora do fundo, como o valor foi recebido após o ajuizamento, não caracteriza a purgação da mora prevista em lei. Dessa forma, o processo segue em andamento.

Casas Bahia também pagou aluguel de galpão em Minas Gerais

A situação é semelhante à do galpão de Contagem (MG), também ocupado pela Casas Bahia. Na metade deste mês, o HSLG11 havia informado que a varejista quitou o débito referente ao imóvel.

O pagamento relativo ao empreendimento mineiro foi realizado em 14 de outubro, no valor de R$ 2,87 milhões, acrescido de R$ 57,5 mil em multa por atraso. Com isso, o montante desembolsado pela locatária chegou a R$ 2,93 milhões.

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Apesar da quitação, a ação de despejo contra a empresa referente ao galpão de Contagem também permanece em andamento. Na mesma linha, o HSLG11 informou que o pagamento ocorreu após o ajuizamento da ação e não caracteriza a purgação da mora prevista em lei.

Casas Bahia no portfólio

Atualmente, a Casas Bahia representa cerca de 30,7% da receita de aluguel contratada do HSLG11, segundo o relatório gerencial mais recente do fundo.

Desse total, 27,4% correspondem à locação direta e 3,3% à receita proveniente de áreas sublocadas à varejista.

Receita contratada por locatário do HSLG11 (Imagem: divulgação/ relatório gerencial)

Recuperação judicial da Casas Bahia

A Casas Bahia, cabe lembrar, anunciou em 16 de agosto o pedido de recuperação judicial, em conjunto com algumas subsidiárias.

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À época, a empresa afirmou que a solicitação ocorreu em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas.

Desempenho do IFIX

Ainda no mercado de fundos imobiliários, IFIX, principal índice da classe na bolsa de valores (B3), encerrou a quinta-feira (29) aos 3.632,26 pontos, com queda de 0,60%.

Com isso, o indicador acumula desvalorização de 3,27% em outubro e recuo de 3,79% desde o início de 2026.

Destaques do último pregão (29)

O TRXF11 liderou as altas, com valorização de 2,87%. Na sequência, o HABT11 subiu 2,58%, praticamente empatado com o CCME11, que avançou 2,57%.

TickerVariaçãoÚltimo
TRXF11+2,87%R$ 67,38
HABT11+2,58%R$ 64,00
CCME11+2,57%R$ 8,38
RBRL11+2,12%R$ 71,39
RCRB11+1,68%R$ 131,88
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O BROF11 liderou as baixas, com recuo de 7,80%. Na sequência, o CACR11 caiu 6,53%, enquanto o AJFI11 registrou queda de 4,91%.

TickerVariaçãoÚltimo
BROF11-7,80%R$ 53,91
CACR11-6,53%R$ 12,45
AJFI11-4,91%R$ 7,75
ICRI11-4,73%R$ 84,64
URPR11-4,63%R$ 18,13
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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no "Economista Sincero". Hoje, atua como repórter no Money Times e no Seu Dinheiro.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no "Economista Sincero". Hoje, atua como repórter no Money Times e no Seu Dinheiro.

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