Fundo imobiliário vende imóvel alugado à Caixa e anuncia lucro por cota; IFIX interrompe sequência de altas
O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) concluiu a venda de um imóvel alugado majoritariamente à Caixa Econômica Federal e parcialmente a uma loja de conveniência, localizado na região central de São Paulo (SP), por R$ 10,5 milhões.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o valor de alienação do ativo, conhecido como “Senador Queiroz”, representou um preço de R$ 7.256 por metro quadrado (m²) e ficou em linha com o último laudo de avaliação.
Do montante total, R$ 5 milhões já foram pagos ao fundo à vista, sendo que aproximadamente R$ 4,58 milhões entraram como liquidez imediata, livres de comissão.
Já o restante será quitado em cinco parcelas fixas e mensais, de R$ 1 milhão cada, além de uma prestação final, de R$ 500 mil.
De acordo com o comunicado, a transação resultou em um lucro líquido de R$ 3,6 milhões, o equivalente a cerca de R$ 0,02 por cota.
Segundo a gestora do RBVA11, o ganho reflete uma valorização de 63% em relação ao custo de aquisição do imóvel.
A operação também entregou uma taxa interna de retorno (TIR) de 15,4% ao ano ao longo de quase 14 anos — patamar equivalente a IPCA +9% ou CDI +6% no período.
A TIR, cabe ressaltar, é uma métrica de rentabilidade que considera o investimento inicial realizado, todo o fluxo de caixa gerado pelo ativo ao longo do tempo, incluindo receitas e despesas, e os recursos levantados com o desinvestimento.
Apesar do ganho com a venda, o guidance de distribuição de dividendos do fundo foi mantido em R$ 0,09 por cota ao mês para este semestre.
Diversificação e estratégia
De acordo com o RBVA11, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem de portfólio, que busca vender empreendimentos com menor potencial de valorização no longo prazo e realocar os recursos em oportunidades mais atrativas.
Desde 2019, o fundo já vendeu 32 imóveis, somando aproximadamente R$ 309,6 milhões em transações e acumulando lucro de R$ 104 milhões.
Outro efeito da operação foi a redução da exposição do FII ao setor bancário. Após a venda, esse segmento passou a representar 21% do patrimônio do veículo.
Desempenho do IFIX
Ainda no mercado de fundos imobiliários, o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores, encerrou a segunda-feira (13) aos 3.903,40 pontos, com recuo de 0,19%, após três sessões consecutivas de alta.
Apesar da queda no dia, o indicador mantém desempenho positivo em abril, com avanço acumulado de 0,85%. Em 2026, a valorização chega a 3,39%.
Destaques da última sessão (13)
O BLMG11 liderou as altas do pregão, com avanço de 1,63%. Na sequência, o HSAF11 subiu 1,34%, enquanto o HCTR11 registrou valorização de 1,26%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| BLMG11 | +1,63% | 32,42 |
| HSAF11 | +1,34% | 80,95 |
| HCTR11 | +1,26% | 20,15 |
| KIVO11 | +0,88% | 64,30 |
| SPXS11 | +0,84% | 8,38 |
Na outra ponta, o XPCI11 liderou as perdas do dia, com recuo de 2,61%. Depois, o ARRI11 caiu 2,27%, enquanto o VGRI11 registrou baixa de 2,23%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| XPCI11 | -2,61% | 84,38 |
| ARRI11 | -2,27% | 6,02 |
| VGRI11 | -2,23% | 7,02 |
| WHGR11 | -1,97% | 9,46 |
| ITRI11 | -1,74% | 87,43 |