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Ibovespa tem maior sequência de quedas semanais desde 2004 e Braskem (BRKM5) lidera a ponta negativa

30 maio 2026, 10:03 - atualizado em 29 maio 2026, 18:46
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) engatou uma sétima semana consecutiva de perdas, a maior sequência desde 2004, com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e risco político no cenário doméstico.

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O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 1,37% na semana e encerrou a última sessão aos 173.787,49 pontos.

A última sequência de sete semanas de queda ocorreu apenas entre abril e maio de 2004.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,0429 com ganho de 0,29% no acumulado da semana.

Por aqui, o cenário político continuou no centro das atenções dos investidores.

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Entre os dados, a prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,62% em maio, acima das expectativas do mercado.

O dado acumulou alta de 4,64% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 4,5%.

Na avaliação da analista Laís Costa, da Empiricus Research, “além do headline estar acima, a composição também foi pior do que o esperado. Não há razões para comemorarmos”.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26). Na comparação anual, o PIB avançou 1,8%.

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Segundo a mediana das projeções coletadas pelo Money Times, a expectativa era de um crescimento de 1,0% no primeiro trimestre de 2026, na margem, e de 1,8% na comparação anual. Já para o ano, a estimativa aponta expansão de 1,8% em 2026.

Além disso, a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) como ‘organizações terroristas’ pelos Estados Unidos injetou uma parcela de risco no mercado doméstico, dada a insegurança jurídica que a ação traz e a possíveis impactos ao mercado financeiro brasileiro.

Alívio nas tensões no Oriente Médio

As negociações geopolíticas continuaram no radar.

Nesta sexta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que se reuniria para tomar uma decisão final em relação ao acordo com o Irã. Trump, no entanto, reiterou a necessidade do fim do programa nuclear iraniano e a abertura imediata do Estreito de Ormuz.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que mensagens estão sendo trocadas com os EUA, mas que, por enquanto, nenhum acordo final foi alcançado ainda. Em comentários hoje, Baghaei disse que as negociações estão focadas no fim da guerra e que as questões nucleares não estão sendo discutidas em detalhes nesta fase.

De acordo com o jornal New York Times, a reunião de Trump durou cerca de duas horas, mas o presidente norte-americano não chegou a uma decisão sobre qualquer novo acordo com o Irã, segundo alto funcionário do governo.

Os norte-americanos acreditam estar próximos de um acordo, mas ainda há certas questões em debate, incluindo o descongelamento de recursos para os iranianos, ainda segundo o jornal.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Usiminas (USIM5), ainda na esteira de uma série de revisões positivas de bancos após os resultados do primeiro trimestre (1T26).

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Confira as maiores altas do Ibovespa entre 25 e 29 de maio:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
USIM5Usiminas PNA7,05%
CYRE3Cyrela ON5,98%
TOTS3Totvs ON5,02%
DIRR3Direcional ON4,52%
CMIN3CSN Mineração ON4,02%
CURY3Cury ON3,93%
ASAI3Assaí ON3,67%
CEAB3C&A Modas ON3,49%
WEGE3Weg ON3,21%
RADL3RD Saúde ON2,75%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada Braskem (BRKM5).

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5Braskem PN-12,61%
CSAN3Cosan ON-11,42%
UGPA3Ultrapar ON-9,86%
MGLU3Magazine Luiza ON-9,80%
VBBR3VIBRA energia ON-9,16%
PRIO3PRIO ON-8,99%
RECV3PetroReconcavo ON-7,64%
PETR3Petrobras ON-6,82%
AZZA3Azzas 2154-6,81%
GOAU4Metalúrgica Gerdau ON-5,95%

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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