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Fundos imobiliários ‘estão baratos’; Veja segmentos para investir com o 13º salário

10 dez 2022, 14:00 - atualizado em 09 dez 2022, 10:32
décimo terceiro salário
Investir em fundos imobiliários pode ser uma das opções do que fazer com o décimo terceiro salário e renda extra no fim de ano (Imagem: Shutterstock)

Falta pouco para a chegada de 2023, mas ainda dá tempo de resolver pendências deste ano que ruma ao fim. Entre elas, onde investir e uma das opções pode ser os fundos imobiliários.

Nesta época do ano, parte da população brasileira recebe o décimo terceiro salário, além de férias e bonificações. E esta pode ser a hora que você pode iniciar ou potencializar os seus investimentos.

4 dicas para potencializar o investimento em FIIs

Mesmo que a renda fixa esteja mais atrativa com a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano e com o mercado financeiro projetando uma possível alta no segundo semestre do ano que vem, ativos de renda variável como os FIIs podem ser ponto de partida, já que “estão baratos”, diz o sócio da TRX Investimentos, Gabriel Barbosa.

Em quais fundos imobiliários investir?

Antes de apostar no ativo, é preciso entender que fundos imobiliários têm segmentos. A partir daí, gestores recomendam que investidores estudem os diferentes tipos de FIIs e avaliem a conjuntura econômica do país.

“O investidor pessoa física, muitas das vezes, simplesmente troca [o investimento] sem avaliar os fundamentos”, comenta o head de fundos imobiliários da Fator Verità, Rodrigo Possenti.

No segundo semestre, o índice referência do setor (Ifix) foi impactado pelo cenário de deflação por três meses seguidos – agosto a outubro -, pelas eleições e pela transição do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva, o que provocou uma disparada das taxas de juros futuros.

Para Possenti, investimentos de médio a longo prazo pedem apostas em fundos de papel atrelados à inflação. Ele lembra que esses fundos perderam valor “sem racionalidade” nos últimos meses em meio à queda do IPCA, “gerando desespero [no mercado de FIIs]”.

Carta branca para fundos de tijolo

Passando para outro segmento, o profissional da Fator Verità fala sobre fundos de tijolo. Apesar de ser um dos segmentos mais prejudicados em 2022, ele diz que esses FIIs vêm ganhando um pouco de preço nas últimas semanas.

O sócio e gestor de fundos imobiliários da Paramis Capital, Ricardo Mateoli, destaca que a inflação mais pressionada refletiu na elevação de custos da construção civil, que subiu muito no primeiro semestre. Fatores que respingaram no desempenho de fundos de tijolo.

“Por exemplo, um galpão pronto está mais caro. Com a alta que vimos da taxa de juros, a tendência é a valorização do imóvel”, comenta, acrescentando que há espaço para entrar em fundos de tijolos e aproveitar a taxa Selic “no pico”.

Escritórios e shoppings no radar

Em FIIs de tijolo, Mateoli diz que os segmentos de logística e de shoppings estão com bons fundamentos para iniciar as aplicações. Segundo ele, fundos de lajes corporativas são um dos que estão com os preços mais descontados.

“Grande parte disso deve-se à taxa de vacância, por terem ativos em regiões mais secundárias, impactando o rendimento da cota. Os fundos de tijolos estão bem descontados e, agora, pode ser um ponto de entrada. O segmento de escritórios, por exemplo está descontado”, observa o executivo da Paramis Capital.

O CIO da Nero Capital, Bruno Di Giacomo, reforça que escritórios têm um “espaço interessante para ser ocupado”, já que a taxa de vacância vem sendo preenchida com a retomada da economia após a crise provocada pela pandemia de covid-19.

Sobre os fundos de shoppings, ele avalia que, geograficamente, estão sempre em pontos estratégicos. “É um setor mais pronto para capturar ganhos. No curto prazo, esse segmento está atrativo”, acrescenta.

Entretanto, Di Giacomo acredita que a “explosão” dos galpões logísticos já passou, mas o setor deve seguir aquecido nos próximos meses. “Passou do seu momento mais atrativo”, pondera.

3 fundos imobiliários para investir

Por fim, o CIO da Nero sugere investimentos em três fundos de lajes corporativas agora e no ano que vem.

“Eu diria BTG Pactual Corporate Office Fund [BRCR11], Rio Bravo Renda Corporativa [RCRB11] e CSHG Real Estate [HGRE11]”, finaliza.

Repórter
Jornalista mineira com experiência em TV, rádio, agência de notícias e sites na cobertura de mercado financeiro, empresas, agronegócio e entretenimento. Antes do Money Times, passou pelo Valor Econômico, Agência CMA, Canal Rural, RIT TV e outros.
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