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Fundos têm melhor captação em 5 anos com R$ 159 bi no 1º tri; renda fixa lidera e crédito privado ganha espaço

13 abr 2026, 18:12 - atualizado em 13 abr 2026, 18:12
fundos de investimentos captam R$ 75,3 bilhões
(Imagem gerada por Inteligência Artificial)

A indústria de fundos de investimento registrou captação líquida de R$ 159,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado para o período nos últimos cinco anos, em forte recuperação frente aos R$ 8,3 bilhões captados um ano antes.

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O movimento vem acompanhado de um crescimento relevante no patrimônio líquido da indústria, que atingiu R$ 10,8 trilhões em março, alta de 12,9% na comparação anual.

A dinâmica, trazida em relatório da Anbima publicado nesta segunda-feira (13), reflete um cenário ainda marcado por juros elevados, que segue favorecendo estratégias mais conservadoras e impulsionando a migração de recursos para a renda fixa.

A classe foi a principal responsável pela captação no período, com destaque para fundos de baixa duração — especialmente aqueles com crédito privado — que concentraram boa parte dos fluxos.

Dentro da renda fixa, os fundos com maior exposição a crédito vêm ganhando espaço. Dados da apresentação mostram que a fatia de produtos com concentração entre 50% e 70% em crédito privado cresceu, tanto em número de fundos quanto em patrimônio, indicando uma busca maior por retorno adicional em relação ao CDI.

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Esse movimento ocorre mesmo em um ambiente recente de resgates líquidos na classe ao longo de 12 meses — de cerca de R$ 11 bilhões — concentrados nos fundos com menor exposição a crédito, o que reforça a rotação interna dentro da própria renda fixa.

Renda fixa e ETFs são destaques

Além da renda fixa, os ETFs também chamaram atenção, com captação líquida de R$ 17,8 bilhões no trimestre, sendo a maior parte direcionada para produtos atrelados à renda fixa, reforçando a preferência dos investidores por ativos mais defensivos.

Os multimercados, por sua vez, seguem em processo de estabilização. Apesar de o patrimônio ter se mantido em torno de R$ 1,5 trilhão nos últimos 12 meses, houve aumento no número de contas, sugerindo retomada gradual do interesse dos investidores pela classe.

Já os fundos de ações apresentaram recuperação relevante em patrimônio — alta de 25,9% em 12 meses, para R$ 709,5 bilhões —, embora ainda enfrentem um ambiente mais desafiador em termos de captação, diante da concorrência com os retornos da renda fixa.

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Outro ponto relevante é que a captação no ano contou com contribuição positiva de todos os perfis de investidores, indicando um movimento mais disseminado de alocação, e não concentrado em um único segmento.

No pano de fundo, o cenário reforça a tese de que os juros seguem como principal vetor de alocação no mercado brasileiro, mantendo a renda fixa como protagonista e abrindo espaço para estratégias que buscam ganho adicional via crédito privado.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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