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G7: Lula diz que nunca foi esquerdista e que ONU deveria recomendar modelo de votação do Brasil

17 jun 2026, 12:52 - atualizado em 17 jun 2026, 12:53
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de encontro com líderes do G7, na França (Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (17), durante conversas com líderes antes da reunião o G7, na França, que “nunca” foi um “esquerdista”. Também “fez campanha” para o sistema eleitoral brasileiro de eleição e disse que a Organização das Nações Unidas (ONU) deveria adotar o modelo de votação.

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As falas ocorreram em uma conversa com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Apesar de a conversa ser reservada, a chegada dos líderes para a reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França, estava sendo transmitida e a fala pôde ser ouvida ao fundo.

Lula fazia uma digressão sobre a presença de líderes de direita e esquerda nos principais países do ocidente. Falou que a direita liderou esses países por muito mais tempo e chegou à conclusão de que “o mundo não é de esquerda”.

“Ou seja, o que isso prova? Que o mundo não é de esquerda (risos). O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”, afirmou.

Georgieva, então, disse: “Mas quando você foi presidente pela primeira vez, todo mundo esperava que você fosse um esquerdista, e você não foi”. Lula respondeu com uma história sobre não ter conseguido ir à Rússia nos anos 1980.

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“Mas eu nunca fui esquerdista. Veja, eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação com o sindicalismo italiano, com a UGT espanhola. Em 1980, eu tinha um congresso na Rússia em que fui convidado e não fui para a Rússia porque estava condenado pela lei de segurança nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade e passei a ser tratado como anticomunista”.

Antes disso, Lula falava a Merz e a Georgieva sobre o sistema brasileiro de votação. O presidente explicou, passo a passo, como a eleição acontece – como o eleitor se dirige à urna, os itens proibidos para a votação, quais os candidatos nos quais votam etc.

“A eleição no Brasil é muito rápida. A eleição termina às 17h e às 19h já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei porque a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos outros países”, disse Lula. Merz respondeu que “na Alemanha nós não temos” isso, em tom bem-humorado.

O presidente brasileiro disse aos dois que “em 30 segundos ele (eleitor) vota”. Tentou passar para os dois a simplicidade com que se dá a votação no Brasil. Falou também sobre a campanha eleitoral, disse que ela é curta e que há “quatro ou cinco candidatos” na disputa presidencial. Afirmou que ele é “o único eleito três vezes e possivelmente o único eleito quatro vezes“.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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