Genial/Quaest: Avaliação de que economia piorou nos últimos 12 meses recua de 50% para 46%
Apesar de sinais pontuais de melhora na percepção dos brasileiros sobre renda e emprego, a avaliação sobre a economia segue majoritariamente negativa, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13). A avaliação de que economia piorou nos últimos 12 meses caiu de 50% no levantamento de abril para 46% em maio.
O levantamento aponta que para 22% (21% em abril), o cenário melhorou e outros 29% (27% no levantamento anterior) afirmam que a situação permaneceu igual.
Apesar do diagnóstico predominantemente negativo sobre o presente, a expectativa para os próximos 12 meses é menos pessimista. Para 40%, a economia brasileira deve melhorar, enquanto 27% acreditam em piora e 28% projetam estabilidade.
A inflação dos alimentos continua como um dos principais pontos de incômodo para a população. Para 69%, os preços nos mercados subiram no último mês, enquanto apenas 8% disseram ter percebido queda. Outros 21% afirmaram que os preços ficaram estáveis. Em abril, eram 72% os que relataram aumentos nos preços.
A deterioração da percepção econômica também aparece no bolso. Para 69% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor do que há um ano. Apenas 11% dizem conseguir comprar mais com a renda atual, enquanto 19% afirmam que a capacidade de consumo permaneceu igual.
A percepção sobre renda acompanha esse diagnóstico. Um terço dos brasileiros (33%) afirma que a renda não aumentou no último ano, enquanto 25% dizem que os ganhos cresceram, mas em ritmo inferior ao custo de vida. Outros 31% avaliam que a renda subiu na mesma proporção das despesas, e apenas 9% relatam aumento acima da inflação percebida.
No mercado de trabalho, o sentimento também segue mais pessimista. Para 51%, está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, ante 38% que enxergam melhora.
Imposto de Renda
O levantamento também mediu a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), pauta importante para o governo federal. Dois terços dos entrevistados (67%) disseram não ter sido beneficiados diretamente pela medida, enquanto 30% afirmaram ter sentido algum impacto positivo.
Entre aqueles que relatam ter sido alcançados pela mudança, 45% disseram não perceber diferença relevante na renda. Já 33% afirmaram que a renda aumentou, mas sem grande impacto, e 21% disseram ter notado aumento significativo.
Na pesquisa, foram consultados 2.004 eleitores presencialmente entre a última sexta-feira (8) e segunda-feira (11). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e a pesquisa tem o registro BR-03598/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).