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Gestora Alaska assume participação de 26,15% na Biomm

28 abr 2026, 19:07 - atualizado em 28 abr 2026, 19:07
Biomm BIOM3
(Imagem: Divulgação/Biomm)

A Alaska Asset Management é agora a maior acionista da biofarmacêutica Biomm, a única fabricante nacional de insulina glargina, com uma participação de 26,15%, divulgou a companhia nesta terça-feira.

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A gestora, que tem como sócio o investidor Luiz Alves Paes de Barros, comprou boa parte das ações da Biomm que haviam sido transferidas para o Banco de Brasília (BRB) após a liquidação do fundo Cartago, que detinha uma fatia de 25,86% na empresa. O fundo era vinculado a Daniel Vorcaro, que está preso preventivamente em meio a investigações de irregularidades no Banco Master, liquidado no ano passado pelo Banco Central.

A insulina glargina é um tipo de insulina análoga à humana e de longa duração e a Biomm tem um acordo de fornecimento com o Ministério da Saúde.

Na véspera, a Biomm comunicou sobre correspondência do BRB no último dia 24 citando a transferência dos papéis para o banco estatal. Nesta terça-feira, a empresa divulgou que recebeu aviso do BRB sobre redução da fatia para 3,25%. Na segunda-feira, a B3 informou sobre um leilão de 35,4 milhões de ações, ao preço de R$7,35 por papel.

Além dos papéis do BRB, a gestora Alaska comprou parte da participação da Cedro Participações, que também vendeu praticamente todas as suas ações na Biomm, ficando com uma fatia residual. O restante dos papéis da Cedro, que tinha uma participação de cerca de 7,8%, foi absorvido por outros acionistas e investidores.

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No total, a Alaska comprou cerca de 35,8 milhões de ações.

Longo prazo

O presidente-executivo da Biomm, Guilherme Maradei, considerou as mudanças positivas, destacando que a Alaska entra com um alinhamento muito grande com a estratégia de longo prazo da empresa.

O executivo acrescentou que a companhia está em um momento positivo, tendo registrado em 2025 o primeiro resultado operacional (Ebitda) positivo, de R$3,3 milhões. Um ano antes, o desempenho havia sido negativo em R$69,3 milhões.

“Nós vemos essa mudança no quadro acionário de forma muito positiva e alinhada com esse momento importante de crescimento. É uma página virada e novas portas que se abrem no mercado financeiro, à medida em que a Biomm deixa de ter qualquer participação acionária do fundo Cartago, que vinha sendo bastante questionado”, afirmou o executivo à Reuters.

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“Nós temos expectativa de continuar com um ritmo de crescimento muito forte em 2026”, afirmou, sem detalhar números. “Temos expectativa de continuar com a Ebitda positivo e ampliando e com uma margem de rentabilidade maior em 2026 também.”

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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