Ibovespa

Gestores já veem Ibovespa acima aos 220 mil pontos, diz BofA

15 abr 2026, 15:15 - atualizado em 15 abr 2026, 15:15
EUA, Dólar, EWZ, Ibovespa, Mercados, Wall Street, Dow Jones, S&P 500, Nasdaq
Os gestores ouvidos pelo BofA seguem divididos quanto a fator determinante para o desempenho do Ibovespa: eleições ou cenário global (Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

Os gestores de fundos da América Latina mantêm a visão otimista com bolsa brasileira, apesar das tensões geopolíticas e temores de estagflação no mundo, de acordo com pesquisa mensal do Bank of America (BofA) divulgada nesta quarta-feira (15).

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Agora, 73% dos entrevistados veem o Ibovespa (IBOV) acima dos 190 mil pontos em dezembro deste ano, contra 76% no mês passado.

Além disso, quase a maioria dos gestores vê o principal índice da bolsa brasileira acima dos 200 mil pontos – apesar de uma redução do otimismo em relação à pesquisa anterior.

Cerca de 43% dos entrevistados pelo BofA esperam que o Ibovespa atinja os 200 mil pontos até o fim de 2026; na estimativa anterior, a visão era compartilhada por 53% dos gestores.

Já o percentual de gestores que acreditam que o índice possa ultrapassar os 220 mil pontos subiu de 0% para cerca de 10% na base mensal.

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Por outro lado, as expectativas para os lucros das empresas pioraram com o aumento das preocupações globais de um choque inflacionário com a disparada dos preços do petróleo e perspectiva de taxas de juros mais altas nos Estados Unidos – também considerados os maiores riscos para as bolsas latino-americanas, incluindo o Brasil.

Apenas 13% dos gestores esperam revisões para cima dos lucros neste ano, abaixo dos 35% do mês passado.

Ainda assim, para os participante da pesquisa, os principais gatilhos que podem impulsionar as ações brasileiras são o enfraquecimento do dólar frente ao real e uma performance mais positiva dos mercados emergentes.

Sobre a divisa brasileira, os entrevistados avaliam a divisa entre R$ 4,81 a R$ 5,10 em dezembro. Em março, a aposta era que a moeda norte-americana encerrasse 2026 entre R$ 5,11 e R$ 5,40.

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Já no contexto regional, os gestores esperam que o Brasil tenha um desempenho superior ao do México nos próximos seis meses.

A maioria também mantém uma visão positiva para os preços dos ativos na Argentina e apontam que o principal risco para os países andinos agora são os preços do petróleo, em vez do cobre.

A pesquisa contou com a participação de 30 gestores com aproximadamente US$ 72 bilhões em ativos sob gestão.

Cortes na Selic sob ameaça?

Os riscos geopolíticos podem diminuir o ritmo do ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, na avaliação de 80% dos gestores entrevistados pelo BofA. Na pesquisa anterior, essa percepção era compartilhada por cerca de 69% dos entrevistados.

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Pelo segundo mês consecutivo, a pesquisa do BofA afirmou que não há um consenso entre os gestores entrevistados sobre o nível da Selic no final deste ano.

O BofA, por sua vez, prevê a taxa básica de juros a 13,25% em dezembro deste ano, considerando que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza os juros em 25 pontos-base por reunião.

Setores com mais alocação na bolsa

A pesquisa ainda mostrou que os investidores migraram para os setores de commodities e exportadoras

Utilities seguem como o setor com mais alocação, enquanto consumo discricionário é o com menor exposição (underweight).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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