Novo tarifaço de Trump e ação da família Bolsonaro nos Estados Unidos podem mudar cenário eleitoral
O que pode mudar o desempenho dos pré-candidatos a presidente da República nas pesquisas eleitorais e quando serão divulgados os próximos levantamentos paras as eleições 2026 foram os principais temas do Giro do Mercado desta segunda-feira (13).
No dia em que foi divulgada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, cujos dados indicam que não houve mudança relevante em relação ao cenário apontado há 15 dias, o mercado deve olhar para os Estados Unidos como o principal drive para alteração do quadro atual.
Novos levantamentos com as intenções de voto para presidente são esperados para esta terça-feira (14), com a Futura/Apex, e quarta-feira (15), com a Genial/Quaest.
Os dois levantamentos não devem capturar, no entanto, a esperada aplicação de tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil, de 25% e 12,5% sobre as exportações. O anúncio é esperado para quarta-feira, após os dois levantamentos, e iminente taxação do governo de Donald Trump tem ligação direta com a família Bolsonaro.
A relação entre integrantes do clã político bolsonarista e o presidente norte-americano ganhou espaço no debate político. Morando nos Estados Unidos desde o ano passado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro tem atuado em favor de sanções contra o Brasil.
Após as tarifas de 2025, revertidas posteriormente, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ligou os impactos negativos das sanções a Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, principal nome da oposição na disputa eleitoral brasileira.
Flávio tentou conter os danos provocados em sua campanha eleitoral e tem defendido que as tarifas não sejam implementadas imediatamente, justamente por ter impacto positivo ao adversário.
O governo Lula também tem explorado o tema e associa o adversário a medidas que podem prejudicar a economia brasileira e transformando o tarifaço em um componente relevante nas eleições presidenciais.
A pesquisa desta segunda aponta que, em um eventual segundo turno, Lula teria 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44%, mesmos porcentuais do levamento anterior, de 29 de junho. O cenário configura um empate técnico, já que a pesquisa possui uma margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi realizada após a consolidação da crise entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua madrasta, mas o episódio não apresentou reflexos aparentes sobre a campanha do senador.