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Goldman eleva Usiminas (USIM5) para compra e vê ação mais beneficiada por alta do aço no Brasil

21 maio 2026, 16:28 - atualizado em 21 maio 2026, 16:28
usiminas 1t24
usiminas 1t24 (Imagem: REUTERS/Fabian Bimmer)

O Goldman Sachs elevou a recomendação da Usiminas (USIM5) de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 10,50, ante R$ 6,60 anteriormente, ao avaliar que a companhia está “totalmente exposta” à melhora na dinâmica de oferta e demanda do aço no Brasil.

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Às 16h10, as ações da Usiminas subiam 1,35%, a R$ 9,74.

Segundo o time liderado por Marcio Farid, a siderúrgica tem alta alavancagem operacional ao preço do aço: a cada alta de 1% nos preços realizados, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Usiminas tende a crescer cerca de 8%, acima de CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4).

O banco afirma que a combinação de barreiras comerciais mais efetivas no Brasil, alta dos custos globais e fretes mais caros deve sustentar novos reajustes de preços no setor. As importações de aço plano caíram 42% em abril, enquanto a participação da China recuou de 69% para 46%.

“Os últimos anos tiveram pressão significativa de margens e perda de participação de mercado na indústria brasileira de aço”, dizem os analistas. “Acreditamos que essa tendência será revertida por menores importações e preços mais altos, e vemos a Usiminas como uma das principais beneficiárias.”

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O Goldman espera mais dois reajustes de preços no segundo semestre, além dos dois já anunciados neste ano, de 7% em janeiro e 5% em abril. Com isso, revisou para cima as estimativas de Ebitda da Usiminas em 39% para 2026, 58% para 2027 e 70% para 2028.

O banco projeta Ebitda de R$ 2,9 bilhões em 2026 e R$ 4 bilhões em 2027, com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão e R$ 2,4 bilhões, respectivamente. As estimativas ficam de 13% a 30% acima do consenso de mercado.

A Usiminas também poderia se beneficiar de um maior pagamento de juros sobre capital próprio, segundo o Goldman, reduzindo sua base tributável e elevando o retorno ao acionista. Esse cenário, porém, não faz parte da projeção-base do banco.

Entre os riscos, os analistas citam uma eventual retomada mais forte das exportações chinesas, custos acima do esperado, necessidade de investimentos maiores na mineração e resultados mais fracos da unidade de minério de ferro.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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