Rodovias

Golpe do Free Flow: criminosos criaram 480 sites falsos de pedágio em um ano para roubar motoristas via Pix

21 set 2026, 10:18
MOTIVA INFRAESTRUTURA DE MOBILIDADE S.A. Fato Relevante - - 08/01/2026 08/01/2026 20:44 Ativo 1 AP Assunto(s): Aprovação do acordo de investimento entre a EcoRodovias e a Motiva para operação de plataforma digital
Imagem: iStock.com/Mauricio Graiki

Criminosos criaram pelo menos 480 sites falsos relacionados ao sistema de pedágio Free Flow nos últimos 12 meses para aplicar golpes em motoristas brasileiros, segundo levantamento da empresa de segurança digital Kaspersky.

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De acordo com o estudo, a atividade fraudulenta atingiu um pico em agosto, quando 80 páginas falsas entraram no ar em apenas uma semana.

O objetivo dos golpistas é enganar condutores que utilizam rodovias com cobrança automática de pedágio e direcionar pagamentos para contas controladas por criminosos.

Como funciona o golpe do Free Flow

O golpe começa quando o motorista procura informações sobre cobranças de pedágio ou débitos do Free Flow na internet.

Ao acessar um link fraudulento, muitas vezes impulsionado por anúncios patrocinados em buscadores, o usuário encontra uma página semelhante à de uma concessionária de rodovia. Em seguida, é solicitado que informe a placa do veículo para consultar supostos débitos.

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Depois da consulta, o site exibe uma cobrança falsa e gera um código Pix para pagamento. O dinheiro é transferido para contas de terceiros ligadas aos criminosos.

Segundo a Kaspersky, os golpistas utilizam técnicas de engenharia social para aumentar a credibilidade do golpe e convencer as vítimas a concluir a transação.

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Cobranças de baixo valor ajudam a enganar vítimas

Uma das estratégias observadas pelos pesquisadores é a utilização de cobranças com valores relativamente baixos, frequentemente próximos aos cobrados em pedágios convencionais.

A intenção é reduzir a desconfiança do motorista e aumentar as chances de pagamento imediato, sem uma verificação mais cuidadosa da origem da cobrança.

Crescimento do Free Flow abre espaço para fraudes

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O modelo Free Flow vem sendo ampliado em rodovias brasileiras. Nesse sistema, a cobrança é feita de forma automática, sem cabines ou cancelas.

Com a expansão da tecnologia, muitos motoristas ainda têm dúvidas sobre como consultar passagens e realizar pagamentos, cenário que vem sendo explorado pelos criminosos.

Para o pesquisador da Kaspersky, Fabio Assolini, a rápida expansão dos golpes mostra um esquema cada vez mais estruturado.

“O que observamos no caso do golpe do Free Flow é uma evolução rápida e estruturada da fraude digital. Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada. Eles combinam engenharia social, uso de dados reais de veículos e anúncios patrocinados para aumentar a taxa de conversão dos golpes”, afirmou.

Como consultar débitos do Free Flow com segurança

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Recentemente, o aplicativo CNH do Brasil passou a oferecer recursos para consulta de informações relacionadas às passagens em sistemas Free Flow.

A ferramenta permite ao motorista identificar registros de passagem e localizar a concessionária responsável pelo trecho percorrido, além de acessar os canais oficiais informados para pagamento.

Apesar da novidade, especialistas alertam que os criminosos continuam criando páginas falsas para aproveitar o interesse dos usuários pelo tema.

Como evitar cair no golpe

Especialistas recomendam alguns cuidados simples para evitar prejuízos:

  • Consulte débitos apenas em aplicativos e sites oficiais;
  • Verifique se o endereço eletrônico pertence à concessionária responsável pela rodovia;
  • Confira os dados do recebedor antes de concluir um pagamento via Pix;
  • Desconfie de mensagens por SMS, WhatsApp ou e-mail com cobranças inesperadas;
  • Evite acessar links recebidos de desconhecidos;
  • Em caso de dúvida, procure diretamente os canais oficiais da concessionária.
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Com a popularização do Free Flow no país, a orientação é redobrar a atenção antes de realizar qualquer pagamento relacionado a pedágios. A conferência das informações e do destinatário do Pix continua sendo a principal forma de evitar fraudes.

*Estagiária sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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