São Paulo

Governo de São Paulo adia (de novo) o free-flow em oito rodovias no interior

15 abr 2026, 11:43 - atualizado em 15 abr 2026, 11:43
Placas de pedágio na rodovia, escritas em português, Brasil. (1)
Cobrança automática do pedágio eletrônico foi adiada para 2027 em rodovias da chamada Rota Sorocabana / Imagem: iStock.com/Mauricio Graiki

A terceira vez é a da sorte? Motoristas, governo e concessionárias esperam que sim. Isso porque o governo de São Paulo preferiu adiar mais uma vez o início da vigência do ‘free-flow’, como vem sendo chamado o pedágio sem cancela, nas rodovias da Rota Sorocabana.

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A nova data para início da cobrança passa a ser 1º de janeiro de 2027 — que calhou de ser o mesmo dia de início do próximo mandato no governo estadual.

A ideia anterior era que o serviço de cobrança do pedágio eletrônico, sem o uso de tags, começasse em setembro deste ano.

A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) diz que a mudança tem objetivo de “aprimorar a experiência dos usuários” e que a revisão do cronograma “está prevista no contrato de concessão, que garante flexibilidade para ajustes na implantação”.

Onde a cobrança do pedágio eletrônico estará disponível

O pedágio sem cancela alcançará 11 pórticos nos seguintes trechos: Piedade, Tapiraí, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, Ibiúna, Pilar do Sul e Capão Bonito (SP).

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Até agora, os pórticos instalados na Raposo Tavares (SP-270) e na Castelinho (SP-075), por exemplo, servem apenas para monitoramento e não fazem a cobrança.

Como funciona o sistema free flow

Diferente dos pedágios tradicionais, o free flow elimina praças com cancelas físicas e registra as cobranças através de pórticos instalados ao longo das rodovias. Equipados com câmeras e sensores, esses dispositivos identificam automaticamente os veículos em movimento, seja pela leitura da placa ou por meio de tags eletrônicas.

No caso de motoristas que possuem tag instalada no veículo, o valor é debitado automaticamente, como já acontece em modelos mais antigos de pedágio eletrônico. Já quem não tem o dispositivo precisa acessar os canais disponibilizados pela concessionária – como aplicativos, sites ou até pontos físicos – para consultar e quitar a tarifa posteriormente.

É justamente nessa etapa que mora o principal gargalo.

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Sem uma cobrança imediata ou uma barreira física, muitos motoristas não percebem que passaram por um pedágio ou não sabem onde verificar a pendência. Caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo, atualmente de 30 dias, a tarifa em aberto é convertida em multa por evasão de pedágio.

Diante desse cenário, o governo tenta criar uma espécie de “período de adaptação” para o modelo. A proposta em análise prevê não apenas a suspensão temporária das penalidades, mas também a centralização das informações na Carteira Digital de Trânsito (CDT), permitindo que os motoristas consultem débitos e realizem pagamentos em um único ambiente.

A aposta é que, com mais transparência e integração dos sistemas, o free flow consiga cumprir sua promessa original de tornar o trânsito mais fluido sem transformar o pedágio em uma armadilha para o motorista desavisado.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
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