Governo deve endurecer fiscalização do frete mínimo em meio a temores de greve dos caminhoneiros
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (18), medidas para reforçar a fiscalização do cumprimento do frete mínimo, em meio a temores de uma greve de caminhoneiros que impactou os mercados financeiros na véspera.
A coletiva será conduzida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio.
Segundo comunicado da agência, o objetivo é apresentar “um conjunto de medidas para intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete e aumentar a responsabilização de infratores recorrentes”.
O anúncio ocorre após caminhoneiros de diferentes setores defenderem, na terça-feira (17), uma paralisação nacional em resposta ao aumento recente do preço do diesel, com entidades da categoria incentivando uma mobilização ainda nesta semana. Empresas transportadoras, também afetadas pelo aumento dos combustíveis, participam do movimento.
Desde 28 de fevereiro, quando teve início o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o preço médio do diesel S-10 — o mais vendido no Brasil — subiu 18,86%, segundo o painel online ValeCard. O diesel comum registrou alta superior a 22%, enquanto a gasolina avançou 10% e o etanol hidratado subiu quase 9%.
A lembrança da greve de caminhoneiros de 2018, que paralisou o país por 10 dias e gerou impactos significativos na economia, intensifica a atenção sobre o cenário atual. Na terça-feira, os temores de uma nova paralisação provocaram alta nas taxas futuras de juros, em reação à possível paralisação da categoria.