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Grande inverno DeFi: BTG Pactual vê encolhimento de 40% no mercado, mas aponta oportunidades de crescimento do setor

25 ago 2026, 14:49
DeFi: Setor das criptomoedas que mais sofreu no primeiro semestre (Imagem: ChatGPT)
DeFi: Setor das criptomoedas que mais sofreu no primeiro semestre (Imagem: ChatGPT)

O mercado de criptomoedas sofreu vários baques até o repique de preços da última semana. Na análise por setor, o segmento de finanças descentralizadas (DeFi) foi quem atravessou um dos piores momentos neste primeiro semestre de 2026, de acordo com uma análise do BTG Pactual.

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A combinação entre a queda dos preços das principais criptomoedas e a redução da atividade dos investidores provocou uma retração generalizada nos principais segmentos do setor de Defi, incluindo empréstimos descentralizados on-chain (lending), corretoras descentralizadas (DEXs), derivativos e staking.

O segmento de lending, o valor total depositado (total value locked ou TVL) caiu de US$ 61,3 bilhões para US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, uma retração de 40,6%. Os empréstimos ativos acompanharam o movimento, recuando quase o mesmo montante (40%) no período.

A pressão veio principalmente da desvalorização dos ativos utilizados como garantia das operações e da menor demanda por alavancagem no mercado de criptomoedas.

Ainda assim, o protocolo Aave (AAVE) manteve a liderança do setor com US$ 10 bilhões em empréstimos ativos. Já a Morpho (MORPHO) foi destaque por ser uma das poucas plataformas a registrar crescimento, expandindo em 10% sua atividade e acumulando valorização de 72% em seu token ao longo do semestre.

O lado positivo do DeFi: Corretoras descentralizadas crescem

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Na análise de valuation, o BTG destaca a Hyperliquid (HYPE) como o protocolo com maior múltiplo entre valor de mercado totalmente diluído (FDV) e taxas geradas, refletindo as expectativas de crescimento e sua posição dominante no mercado de derivativos.

Vale lembrar que a Hyperliquid tem sido a plataforma escolhida pelos investidores como a preferida para negociação de derivativos. Leia análise completa aqui.

E foi justamente o mercado de derivativos que mostrou maior resistência em comparação aos demais segmentos. O volume negociado em contratos futuros perpétuos recuou cerca de 37%, percentual inferior ao observado em lending e DEXs.

Parte dessa resiliência está relacionada à crescente negociação de ativos tradicionais, como ações, índices e commodities, dentro de plataformas descentralizadas. Nesse cenário, a Hyperliquid consolidou sua posição como líder do setor ao registrar mais de US$ 1,2 trilhão em volume negociado durante o semestre. O protocolo também foi o principal destaque entre os tokens analisados, acumulando valorização de 168% no período.

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Ao mesmo tempo, o mercado de opções on-chain segue pequeno em comparação aos demais segmentos, mas apresentou forte crescimento. O volume nominal negociado mais que dobrou no semestre, passando de US$ 780 milhões para US$ 1,6 bilhão.

A Derive consolidou sua liderança com mais de 93% de participação de mercado, reforçando a concentração desse nicho ainda em estágio inicial de desenvolvimento.

DEXs perdem fôlego

Em contrapartida, protocolos maduros como Lido (LDO), Uniswap (UNI) e Aave encerraram o semestre negociando a múltiplos relativamente mais baixos, o que pode indicar avaliações mais atrativas após o período de forte correção do mercado.

O volume negociado em corretoras descentralizadas caiu cerca de 45% entre janeiro e junho. A Uniswap permaneceu como principal DEX do ecossistema, respondendo por aproximadamente 36% do volume total e movimentando mais de US$ 285 bilhões no semestre.

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No entanto, o desempenho operacional não foi suficiente para sustentar seu token, que acumulou queda de 52%. Em contraste, Aerodrome e Orca conseguiram apresentar resultados relativamente melhores, com destaque para a Aerodrome, que elevou seu volume negociado em 23% e registrou rentabilidade positiva para seus investidores.

Apesar do desempenho negativo da maior parte dos indicadores em 2026, o relatório aponta que a infraestrutura financeira on-chain continua evoluindo.

Protocolos que ampliaram sua oferta de produtos, diversificaram receitas ou conquistaram novos usuários demonstraram maior capacidade de resistir ao ciclo de baixa, reforçando a tendência de amadurecimento do ecossistema DeFi.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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