Grupo SBF (SBFG3) estende contrato de distribuição com a Nike até 2034 — e pode ir além
O Grupo SBF (SBFG3), responsável pela operação da Nike no Brasil por meio da Fisia, anunciou nesta sexta-feira (28) que estendeu o contrato de distribuição com a marca até 31 de maio de 2034.
Inicialmente firmado em 1º de dezembro de 2020, o acordo prevê a continuidade da marca Nike sob o guarda-chuva do Grupo SBF, que também é dono da Centauro. O aditamento feito pelas partes no contrato prevê ainda um mecanismo de renovação contínua, chamado de rolling basis.
Por meio desse mecanismo, Grupo SBF-Fisia e Nike se reunirão anualmente para discutir a extensão do prazo do contrato de distribuição por períodos adicionais de um ano.
A partir disso, a companhia destaca que pode buscar, a cada ano, a ampliação do horizonte contratual, conferindo previsibilidade de aproximadamente sete anos de vigência contratual, em comparação aos aproximadamente cinco anos de previsibilidade anteriormente existentes, reforçando a estabilidade e a continuidade da parceria de longo prazo com a Nike.
“As companhias entendem que a celebração do aditamento representa marco relevante no fortalecimento da parceria estratégica com a Nike, ao proporcionar maior previsibilidade e segurança contratual de longo prazo; mecanismo de renovação que possibilita a extensão contínua do relacionamento comercial; e alinhamento estratégico entre as partes para o desenvolvimento sustentável da operação de distribuição de produtos Nike no Brasil”, diz o documento.
Conforme estabelecido em 2020, a o parceria estratégica prevê a atuação da Fisia como distribuidora exclusiva de produtos Nike, incluindo vestuário, calçados, acessórios e equipamentos, no território brasileiro, bem como operadora exclusiva do canal de venda eletrônico varejista e principal varejista de lojas físicas Nike, responsável pela comercialização de produtos ao consumidor final por meio de lojas monobrand Nike no território brasileiro.
Grupo SBF lucra 63% a mais no 2T26
O Grupo SBF registrou lucro líquido ajustado de R$ 141,9 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 62,7% em relação ao mesmo período do ano passado
A companhia atribui parte importante do desempenho à Copa do Mundo de 2026, que impulsionou as vendas de artigos esportivos e levou a empresa a registrar recordes de receita e rentabilidade.
A receita líquida consolidada atingiu recorde de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 22,1% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 248,9 milhões, avanço de 48,7%, enquanto a margem Ebitda subiu 2 pontos percentuais, para 11,2%.
O lucro líquido ajustado teve margem de 6,4%, ante 4,8% no segundo trimestre de 2025. No resultado contábil, sem os ajustes, o lucro líquido foi de R$ 130,5 milhões, contra R$ 46,5 milhões um ano antes.
O resultado veio em um trimestre marcado pela realização da Copa do Mundo. Segundo o Grupo SBF, até 31 de julho foram vendidos mais de 1,5 milhão de produtos relacionados ao torneio, incluindo 1 milhão de camisas oficiais da Seleção Brasileira, 352 mil produtos licenciados da CBF e 169 mil bolas oficiais.
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