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Ibovespa fica à mercê do exterior em compasso de espera por Warsh; 5 coisas para saber antes de investir hoje (28)

28 ago 2026, 10:10 - atualizado em 28 ago 2026, 10:12
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Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta sexta-feira (28) com o ritmo ditado pelo exterior, em compasso de espera por novas pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. O principal índice da bolsa brasileira caminha para uma alta de mais de 2% na semana, interrompendo a sequência de três perdas semanais.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com baixa de 0,53%, aos 176.058,55 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1758 (+0,27%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,01%, aos 99.168 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (28)

1 – Inflação do aluguel

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, depois de ter registrado queda de 1,16% no mês anterior, com alta nos produtos agropecuários e nos custos da construção, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de recuo de 0,25%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,16%.

2 – PEC do fim da escalad 6×1

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O senador Omar Aziz, relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1, rejeitou alterações e manteve o texto aprovado na Câmara dos Deputados.

A proposta deve ser apreciada e aprovada na próxima semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

3 – Superávit em 2027

Ontem (27), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que o governo federal terá superávit primário em 2027, mesmo quando consideradas na conta despesas que não são formalmente computadas no cálculo da meta fiscal.

Em entrevista à GloboNews, Moretti afirmou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, a ser apresentado na segunda-feira (31), vai prever uma queda das despesas federais como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

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“Mesmo com os chamados descontos da meta, nossa expectativa real é de que no ano que vem nós vamos ter mais arrecadação do que despesa, ou seja, vamos ter um orçamento realmente equilibrado, o resultado primário cheio será superavitário no ano que vem, dando um passo importante para colocar a dívida pública em trajetória de sustentabilidade”, disse.

4 – Com a palavra, Kevin Warsh

O principal foco de atenção do dia é o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, previsto para 11h (horário de Brasília).

A expectativa é de que Warsh dê sinais sobre a possibilidade de alta nos juros já na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, em setembro.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a aposta majoritária é de manutenção dos juros na faixa de 3.50% a 3,75% na próxima decisão, com a probabilidade de 64,3%. A chance de alta de 25 pontos-base é de 35,7%.

5 – EUA x Irã

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Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que retomar o caminho da diplomacia não é impossível, mas depende de os Estados Unidos compreenderem que a pressão não funciona.

Em uma postagem no X, Araqchi disse ter mantido o que descreveu como “discussões criativas” com o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, acrescentando que Washington deveria construir confiança, falar com respeito, reconhecer os direitos do Irã e cumprir seus compromissos.

Por outro lado, os mediadores das tratativas entre EUA e Irã estão concentrando esforços para reabrir o Estreito de Ormuz. Ontem (27), o primeiro-ministro do Catar, aliado dos EUA, reuniu-se com altos líderes iranianos em Teerã, enfatizando a importância de retornar à situação pré-guerra de navegação aberta por meio de uma via navegável internacional.

Hoje, os preços do petróleo operam em queda. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro caía 1,04%, a US$ 87,56 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro recuava 1,13%, a US$ 82,58 o barril, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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