Helbor (HBOR3) vê vendas caírem 32% no 1T26, pressionadas por base forte
A Helbor (HBOR3) registrou vendas brutas de R$ 421,3 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 31,9% na comparação anual e de 36,4% frente ao quarto trimestre, refletindo uma base de comparação mais forte e menor ritmo de lançamentos.
Segundo a companhia, o desempenho mais fraco é explicado principalmente pelo forte resultado do projeto Supreme Anália Franco no mesmo período de 2025, que teve mais de 90% das unidades vendidas ainda no trimestre de lançamento. Já na comparação trimestral, o recuo reflete o bom desempenho do Neo Concept no 4T25, também com elevada velocidade de vendas.
A participação da Helbor nas vendas totais foi de 54%, com R$ 226,3 milhões atribuíveis à companhia, queda de 17,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
A velocidade de vendas (VSO) também desacelerou, passando para 12,5% no trimestre, uma retração de 9 pontos percentuais (p.p.) na base anual e de 7,2 p.p. frente ao trimestre anterior. No critério da companhia, o VSO foi de 10,9%.
Apesar da desaceleração, a empresa destacou a resiliência comercial: os distratos somaram R$ 122,6 milhões, mas 100% das unidades foram revendidas no mesmo trimestre, com ganho médio de 7% sobre o preço original.
Do lado dos lançamentos, a Helbor colocou no mercado dois empreendimentos no período — Nova Vivere, em São Paulo, e Parque Clube Ipoema, em Mogi das Cruzes — com Valor Geral de Vendas (VGV) líquido total de R$ 469,7 milhões, dos quais 33% correspondem à participação da companhia.
O landbank da empresa encerrou o trimestre com VGV potencial de R$ 11,9 bilhões, sendo 72% atribuível à Helbor, refletindo ajustes na carteira e aumento dos custos de construção.
Outro destaque foi a assinatura de um memorando de entendimentos (MOU) com a Cyrela Brazil Realty para o desenvolvimento de um projeto habitacional no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida, em terreno na cidade de São Paulo.
Já os repasses totalizaram R$ 277,2 milhões no trimestre, queda de 41,9% na base anual, impactados principalmente pela ausência de entregas no período — diferentemente do 1T25 e 4T25, quando houve conclusão de empreendimentos relevantes.